Esqueça as mocinhas indefesas. Em “Santita”, nova produção original mexicana da Netflix, somos apresentados a María José Cano, uma mulher marcada por um acidente trágico que a deixou sem andar e por uma decisão drástica: abandonar o amor de sua vida em pleno altar.
Vinte anos se passam e a vida de María José — que carrega o apelido irônico de “Santita” por sua personalidade irreverente e pecadora — é sacudida pelo retorno inesperado do ex-noivo. O reencontro a obriga a enfrentar as cicatrizes do passado e as consequências de suas mentiras, colocando à prova tudo o que ela acreditava sobre o amor e a redenção.
Diferente dos romances açucarados, a série aposta em uma narrativa ágil e cheia de camadas. María José é descrita como uma mulher que desafia as expectativas da sociedade, movida por apostas altas e um comportamento que foge do politicamente correto. É uma trama sobre o tempo perdido e sobre a coragem (ou a falta dela) de ser quem realmente se é.
O lançamento de Santita reforça a estratégia da Netflix em investir no “Melodrama Moderno”. O México continua sendo um dos maiores exportadores de conteúdo para a plataforma, e séries que misturam o DNA das telenovelas com a estética e o ritmo das maratonas de streaming têm garantido ótimos números de audiência global. Ao trazer uma protagonista com deficiência física que não é definida pela sua condição, mas pela sua personalidade forte e falha, a série também acerta na representatividade e na complexidade humana.
Você gosta de séries que mostram protagonistas imperfeitos e “pecadores” ou prefere as clássicas histórias de amor onde o casal luta contra tudo para ficar junto?
