Na próxima segunda-feira, 27 de abril, a partir das 20h, o Canal Brasil dedica sua programação a um panorama diverso de histórias e trajetórias negras. A faixa Negritudes reúne longas-metragens, séries e música, destacando a produção de cineastas que estão redefinindo a estética audiovisual no país, como Glenda Nicácio e Ary Rosa.
O grande destaque da noite é a estreia de “Eu Não Ando Só”, documentário que mergulha na tradição da Irmandade da Boa Morte, no Recôncavo Baiano, revelando a potência do cuidado coletivo entre mulheres negras.
Do Drama ao Suspense Moçambicano
A curadoria da faixa é extensa e viaja por diferentes gêneros. Logo após a estreia, o público confere os aclamados “Café com Canela” e “Ilha”, produções que colocam o afeto e a metalinguagem no centro do debate. Na madrugada, a viagem atravessa o Atlântico com “Maputo Nakuzandza”, suspense rodado em Moçambique que articula memória e encontros urbanos.
A programação também resgata marcos históricos, como “Amor Maldito”, de Adélia Sampaio (primeira mulher negra a dirigir um longa de ficção no Brasil), e flerta com o experimentalismo periférico em “Terror Mandelão”, sobre o universo do funk paulista.
Guia da Programação: Faixa Negritudes (27 e 28 de Abril)
| Horário | Atração | Gênero | Destaque |
| 20h00 | Eu Não Ando Só | Documentário | Estreia Inédita |
| 20h55 | Café com Canela | Drama | Reconstrução de laços e afeto |
| 22h40 | Ilha | Drama | Metalinguagem e crítica social |
| 00h15 | Navio do Sertão | Série (4 eps) | Diáspora negra no sertão |
| 02h20 | Maputo Nakuzandza | Suspense | Filmado em Moçambique |
| 03h35 | Amor Maldito | Drama/Clássico | Obra pioneira de Adélia Sampaio |
| 04h55 | Terror Mandelão | Doc/Ficção | Cultura funk e estética periférica |
| 06h15 | Milton Nascimento | Show | Celebração de 50 anos de carreira |
Em um mercado inundado por algoritmos de streaming, a iniciativa do Canal Brasil com a faixa Negritudes reforça o valor da TV por assinatura como espaço de curadoria temática. Ao dedicar 12 horas consecutivas a essas obras, o canal não apenas oferece entretenimento, mas constrói um documento histórico vivo, permitindo que o público conheça desde o cinema clássico de Adélia Sampaio até as novas linguagens tecnológicas do funk e do sertão.
Você já conhecia o trabalho da Irmandade da Boa Morte ou vai aproveitar a estreia de “Eu Não Ando Só” para descobrir esse patrimônio da nossa cultura?
