Zapping lança “Super Resolution” para Copa do Mundo no Chile

Solução in-house promete imagem mais nítida sem custo extra, com latência de apenas 300 milissegundos.

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A operadora chilena de streaming Zapping lançou a “Super Resolution“, uma tecnologia própria de upscaling que processa o sinal de TV ao vivo em tempo real. A novidade chegou bem a tempo da Copa do Mundo de 2026 e mira diretamente o público que assiste aos jogos na tela.

A solução eleva nitidez, cor e definição da imagem, com upscaling que pode chegar (teoricamente) a 2160p a 60fps, uma entrega que supera o Full HD tradicional mesmo em conexões de internet mais modestas. O diferencial está no processamento: tudo acontece via GPUs próprias da empresa, sem depender de decodificadores externos ou upgrades de hardware do usuário.

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Como funciona na prática

A tecnologia estreia em dois canais abertos chilenos:

  • Chilevisión (canal 04) — emissora responsável pela transmissão dos jogos da Copa no país
  • Mega (canal 03) — recebe a melhoria em toda a grade, de novelas a realities

Para ativar, o usuário precisa apenas selecionar qualidade ALTA e HEVC dentro do app Zapping. A função funciona em Smart TVs Samsung e LG, além de TV Boxes com Android TV e Apple TV — sem custo adicional e disponível desde o plano de entrada da plataforma.

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Antes e depois: testamos na prática

Comparamos duas capturas do mesmo canal, durante o programa “La Hora de Jugar”, no Mega, uma com o Super Resolution ativado e outra na transmissão “normal”.

Captura da versão “normal” do canal Mega.
Captura da versão “Super Resolution” do canal Mega

A diferença existe, mas é sutil: o azul de fundo fica um pouco mais saturado e uniforme, as bordas do QR code e do selo “Escanea y Juega” ganham contornos mais limpos, e a pele do apresentador mostra leve ganho de textura e contraste. O vermelho do logo “Jugar” também aparece mais vivo na versão processada.

Testamos também em conteúdo esportivo ao vivo, o cenário mais exigente para qualquer upscaling em tempo real, direto do jogo México x Equador, pela Copa, na Chilevisión. Aqui vale uma ressalva: os dois momentos não são o mesmo frame, timecodes e ângulos de câmera diferentes, com anunciantes de campo distintos em cada lance (Verizon numa, Michelob Ultra na outra). Ainda assim, dá pra formar uma noção do comportamento do recurso na mesma transmissão.

Captura do sinal “normal” da Chilevisión.
Captura do sinal com “Super Resolution” do canal Chilevisión.

A diferença aqui é mais discreta que no estúdio: a textura do gramado e a legibilidade dos números nas camisas ficam parecidas nas duas versões. O ganho mais perceptível aparece na torcida ao fundo, que soa levemente mais definida com o recurso ativado, e nas bordas de logos como o selo “FIFA” e “Canal Oficial”.

Importante: isso não é 4K nativo. O upscaling parte de um sinal já comprimido e aplica processamento de imagem em tempo real para refinar o que já existe, ele não recupera detalhe que nunca foi capturado pela câmera. Na prática, o ganho é de polimento perceptual (nitidez, cor, contraste), não de resolução real da fonte. É a mesma limitação técnica que vale para qualquer upscaling de IA ou processamento de sinal: melhora a aparência, mas não cria informação nova.

Latência quase imperceptível

Para conteúdo ao vivo, atraso de sinal é problema sério, ninguém quer descobrir o gol pelo grito do vizinho antes da própria tela. A Zapping afirma que o delay introduzido pelo processamento fica em torno de 300 milissegundos, abaixo do limiar perceptível na maioria dos casos.

O CTO da empresa, Ignacio Opazo, explicou que o upscaling atua simultaneamente sobre a origem e o sinal transmitido, otimizando a entrega mesmo quando a conexão do usuário não é das melhores.

Não é a primeira vez que o mercado promete isso

Promessas de “imagem melhorada por software” não são exatamente novidade na TV paga. Operadoras já recorreram a esse tipo de discurso antes da popularização do HD no Brasil, como recurso para valorizar a entrega de sinal sem depender de upgrade de infraestrutura.

A diferença hoje é que o processamento da Zapping roda em tempo real, com GPUs dedicadas, e não depende de hardware específico do assinante, basta o aplicativo.

Por que isso importa fora do Chile

A iniciativa não é exclusividade chilena por acaso: a Zapping atua como operadora de streaming de TV paga e aberta no país, modelo que tende a ganhar espaço como resposta a concorrentes tradicionais de IPTV e satélite. Investir em qualidade de imagem como diferencial técnico  e não em exclusividade de conteúdo, é uma aposta que outras plataformas da região, incluindo no Brasil, podem observar de perto conforme a disputa por audiência da Copa se intensifica.

A empresa já sinaliza expansão da tecnologia para outros canais e eventos esportivos ao vivo após esse primeiro teste.

Você consegue notar a diferença nas imagens, ou acha que é só efeito placebo de quem sabe que o recurso está ligado?

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