Crise no México: FOX Sports pode sair do ar definitivamente em novembro de 2026

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O que começou como uma disputa de licenciamento tornou-se uma sentença de morte para a FOX Sports México. O Grupo Lauman, proprietário da emissora no país, sofreu uma derrota devastadora nos tribunais de Nova York. Um juiz ratificou uma multa de US$ 5,8 milhões (cerca de R$ 30 milhões) contra as empresas de Manuel Arroyo por “desacato e uso indevido da marca“.

A decisão é o ápice de um conflito com a FOX Corporation (dos EUA), que rescindiu a licença da marca em agosto de 2024. Agora, o veredito é claro: o Grupo Lauman está proibido de usar o nome “FOX Sports” a partir de novembro de 2026.

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O Fim de uma Era ou Apenas um Novo Nome?

Embora o grupo tenha a opção de fazer um rebranding (mudar o nome do canal para continuar operando), fontes internas indicam que a desaparição total da sinal é o caminho mais provável. Os motivos são puramente financeiros:

  • Esvaziamento de Conteúdo: O canal perdeu direitos de peso, como Fórmula 1, Premier League, MLB e Liga MX, ficando com uma grade “magra” que inclui apenas eventos menores como AEW e Power Slap.
  • Crise Laboral: A empresa realizou cortes massivos de pessoal (cerca de 90 funcionários), gerando processos trabalhistas por falta de pagamento de indenizações legais.
  • Saída das Operadoras: Sem conteúdo forte, grandes operadoras de cabo, como a Megacable, já começaram a remover o canal de seus pacotes.

A derrocada da emissora marca um momento de profunda instabilidade para as propriedades esportivas no México. Com a perda sistemática de direitos de transmissão para o streaming e para a própria concorrência (como a TUDN e a ESPN), o modelo de negócio da FOX Sports sob a gestão da Lauman tornou-se insustentável. A falta de ativos premium na programação reduziu o valor do canal diante dos anunciantes, criando um ciclo vicioso de perda de receita e incapacidade de renovar contratos de prestígio.

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Além do prejuízo financeiro direto, o imbróglio judicial expõe uma estratégia arriscada do Grupo Lauman, que tentou utilizar o sistema jurídico mexicano para bloquear o avanço da FOX Corporation em território nacional. A decisão do tribunal de Nova York não apenas invalidou essas manobras, mas também serviu como um aviso severo sobre o cumprimento de contratos internacionais de propriedade intelectual, acelerando o processo de despejo da marca que outrora liderou as transmissões esportivas no país.

A origem do conflito: O fator “FOX Deportes”

O imbróglio jurídico e a confusão de marcas ganharam força quando a FOX Corporation (a matriz americana) começou a incluir blocos de programação esportiva em seu canal principal de variedades no México sob a identificação de FOX Deportes. Essa estratégia foi vista como uma afronta direta ao contrato de licenciamento do Grupo Lauman, que detinha a exclusividade da marca “FOX Sports“.

O uso do selo Deportes dentro do canal generalista criou uma zona cinzenta: enquanto a Lauman operava os canais esportivos dedicados, a matriz americana começou a “atropelar” essa exclusividade usando uma marca similar para retomar sua presença no setor. Esse movimento foi o estopim para as batalhas judiciais que agora culminam na rescisão total da licença.

O “Novo FOX” já está no mercado

Enquanto a versão mexicana do Grupo Lauman definha, a FOX Corporation original (EUA) já prepara o terreno para sua própria consolidação. O novo canal FOX (controlado pelos americanos) e o aplicativo FOX One já estão disponíveis em diversos serviços de cabo e streaming.

Este movimento de retomada direta pela FOX Corporation sinaliza uma mudança de postura da família Murdoch na América Latina. Após anos de licenciamento e vendas de ativos (como a fusão com a Disney que forçou a venda da FOX Sports original no México e no Brasil), a companhia parece decidida a operar com “pé no chão” próprio, integrando suas plataformas digitais para oferecer um ecossistema mais enxuto e rentável, sem depender de intermediários regionais que enfrentam crises de liquidez.

O Cenário Brasileiro é Diferente do Mexicano

Diferente do México, onde o Grupo Lauman comprou a FOX Sports e agora enfrenta essa batalha judicial, no Brasil a marca FOX Sports foi absorvida pela Disney e posteriormente descontinuada (transformando-se em ESPN 4).

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