O setor de TV por assinatura tradicional (SeAC) começou o ano sob pressão. De acordo com o balanço da Anatel, o Brasil encerrou o mês de janeiro de 2026 com 7.538.065 assinantes. O número representa uma perda de 81.978 clientes em comparação a dezembro de 2025, quando o mercado registrava pouco mais de 7,6 milhões de acessos.
Essa queda acentuada reflete o avanço dos serviços de streaming e das plataformas de canais gratuitos (FAST), que continuam canibalizando o modelo de pacotes lineares caros e contratos de longo prazo.
O Desempenho das Operadoras
As gigantes do setor sentiram o impacto diretamente. A Claro, líder absoluta do mercado, foi a que mais perdeu acessos em termos nominais, enquanto a SKY continua sua trajetória de queda no segmento de DTH (satélite).
- Claro: Caiu de 4,09 milhões para 4,04 milhões de assinantes.
- SKY: Recuou de 2,11 milhões para 2,08 milhões de clientes.
- Oi (Milleto): Apresentou estabilidade relativa, com uma perda marginal de apenas 527 assinantes, mantendo-se na casa dos 320 mil.
A Resistência do Satélite “Livre”
Em contrapartida ao modelo de assinatura mensal, o formato “Livre” via satélite (onde o usuário compra o equipamento e tem acesso a canais abertos e cortesia sem mensalidade) mostrou um movimento inverso. O segmento cresceu de 1.094.525 em dezembro para 1.097.034 em janeiro.
Embora o crescimento seja modesto, ele indica que há uma migração de usuários que desejam manter a recepção via satélite para garantir sinal de qualidade (especialmente em regiões remotas), mas sem o custo recorrente das faturas mensais.
