Portugal encerrou o ano de 2025 com um total de 4,7 milhões de assinantes de TV por assinatura, um acréscimo de 25 mil clientes em relação ao ano anterior. Embora o número seja positivo, ele acende um sinal amarelo para as operadoras lusas: trata-se do crescimento anual mais baixo registrado desde 2006 (apenas 0,5%).
A força do mercado português reside nos pacotes combinados (combos), já que apenas 1,6% dos clientes assinam a TV de forma isolada. A grande protagonista dessa resistência é a Fibra Ótica (FTTH/B), que já representa 70,1% de todas as conexões, deixando o cabo (23,1%) e o satélite DTH (5,8%) para trás.
Disputa de Gigantes
A liderança do mercado continua nas mãos da MEO, que detém 42% do share total. Confira as posições:
- MEO: 42,0% (Líder absoluta, especialmente no mercado corporativo).
- Grupo NOS: 35,7% (Sofreu uma leve queda de 0,3 pontos percentuais).
- Vodafone: 19,4% (Manteve sua fatia de mercado estável).
- Grupo DIGI/NOWO: 2,8% (Apresentou um dos maiores ganhos líquidos do ano).
O Contraste com o Brasil: Dois Mundos Diferentes
A comparação com o mercado brasileiro revela realidades opostas. Enquanto Portugal ainda consegue adicionar assinantes — mesmo que a passos lentos —, o Brasil vive um cenário de retração severa. Dados recentes da Anatel mostram que o Brasil perdeu quase 82 mil clientes apenas em janeiro de 2026, reduzindo a base total para cerca de 7,5 milhões de acessos.
Enquanto em Portugal a TV Paga é vista como um “anexo” essencial da banda larga de ultravelocidade, no Brasil o alto custo dos pacotes e a pirataria digital aceleram o cancelamento das assinaturas tradicionais. Portugal possui uma penetração de mercado muito mais profunda em relação à sua população total, enquanto o Brasil vê sua base de assinantes “derreter” para níveis de 15 anos atrás.
