Os assinantes de TV paga em seis países da América Central ligaram a televisão nesta semana e encontraram uma surpresa: onde antes havia Tigo Sports, agora aparece FOX. A troca de sinal, já efetivada em Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá, marca a consolidação de uma aquisição que promete sacudir o mercado de direitos esportivos na região.
A FOX Latin America absorveu não apenas os dois canais da Tigo Sports, mas também sua programação local, equipe de talentos e toda a rede de produção regional. O movimento faz parte de uma estratégia declarada da empresa para ampliar sua presença na América Central — um mercado que a companhia classifica como prioritário pelo vínculo cultural forte com o esporte.
Mais de 800 eventos e a Copa do Mundo como vitrine
O portfólio herdado pela FOX inclui campeonatos nacionais de peso local, como a Primeira Divisão de El Salvador, a Liga Panamenha de Futebol, a Liga Promerica da Costa Rica e a Liga Bantrab da Guatemala. Mas a ambição vai além das fronteiras centro-americanas. A grade será turbinada com direitos internacionais que incluem:
- Premier League
- UEFA Europa League
- Bundesliga
- Saudi Pro League
- Liga MX
- MLB (beisebol)
- MMA, automobilismo e esportes universitários
No total, a FOX promete entregar mais de 800 eventos esportivos ao vivo por ano. O grande trunfo, porém, está no horizonte: a emissora vai transmitir todos os 104 jogos da Copa do Mundo FIFA 2026, dos quais 74 serão exibidos com exclusividade na região.
Um novo rival para a ESPN
A chegada da FOX reconfigura a disputa pela audiência esportiva centro-americana. Até agora, os direitos de transmissão de futebol se dividiam entre a própria Tigo e a FUTV. No plano regional, quem reinava era a ESPN.
Carlos Martinez, vice-presidente executivo da FOX Latin America, reforçou que a América Central é um “mercado-chave” para a empresa. O comando das operações na região ficará com Leandro Lagos, recém-nomeado para liderar a expansão.
O que isso sinaliza para o mercado latino-americano
Para quem acompanha o setor de mídia no Brasil, o movimento da FOX serve como termômetro. A corrida por direitos esportivos segue acelerada em toda a América Latina, e cada aquisição regional pressiona os demais players a repensar estratégias. Se a FOX conseguir consolidar sua base centro-americana antes da Copa de 2026, terá uma vitrine poderosa para negociar em mercados maiores.
E você, acha que essa ofensiva da FOX na América Central pode respingar no mercado brasileiro de TV esportiva?
