Atualizado em 19 de abril, às 23h30.
A notícia do falecimento de Gerardo Henrique Machado Renault foi confirmada pela equipe e pelos familiares da sister através de uma nota oficial emocionada nas redes sociais. Gerardo estava internado no Hospital Felício Rocho, na capital mineira, desde o início do mês, tratando uma infecção urinária que se agravou devido à idade avançada.
Mesmo diante da dor, a família de Ana Paula havia tomada uma decisão difícil e rara em casos de luto durante o confinamento: respeitar a vontade expressa de Gerardo em vida e não comunicar o falecimento à filha agora. No entanto, a participante foi avisada poucos minutos antes do programa ir ao ar neste domingo e decidiu continuar na competição.
O Desejo de um Pai: “Ela foi buscar a aposentadoria dela”
Em um vídeo publicado no X (antigo Twitter), as irmãs de Ana Paula explicaram que o pai era o maior incentivador de sua volta ao programa. Mesmo hospitalizado, Gerardo acompanhava a filha 24 horas por dia pelo Globoplay.
“Papai faleceu e tudo que ele queria era que a Ana fosse até o fim. Ele dizia que ela tinha ido buscar a aposentadoria dela e que queria vê-la brilhando. Não vemos sentido em ela sair agora para vê-lo morto; preferimos que ela guarde a boa lembrança dele”, declarou Gisele, uma das irmãs.
Com profunda tristeza, a equipe de Ana Paula Renault comunica o falecimento de seu pai, seu Gerardo Henrique Machado Renault.
Diante de um momento tão doloroso, a família decidiu respeitar a vontade que ele expressou em vida e não comunica-lá. Ana Paula permanecerá no programa.… pic.twitter.com/m3jaRjR4nN
— Ana Paula Renault 🧙🏻♀️ (@anapaularenault) April 20, 2026
Uma trajetória marcada pela vida pública
Gerardo Renault não era apenas o “pai da Ana Paula”. Ele foi uma figura de destaque na política de Minas Gerais.
- Carreira: Formado em Ciências Jurídicas e Sociais, foi vereador de Belo Horizonte por 15 anos (1951-1966), além de Deputado Estadual e Deputado Federal (1979-1983).
- Vida Pessoal: Teve Ana Paula em seu segundo casamento. A mãe da jornalista faleceu em 1998, quando Ana tinha apenas 17 anos (e não 12, como alguns relatos sugerem), o que estreitou ainda mais o laço entre pai e filha, que tinham 52 anos de diferença de idade.
