Amazon aumenta preço do Prime Video sem anúncios e cria novo plano com 4K

A partir de 10 de abril, o plano sem anúncios vira "Prime Video Ultra" com reajuste de 67% no preço — e o 4K deixa de ser padrão para todos.

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O Além da Tela traz uma daquelas notícias que fazem o assinante olhar duas vezes para a fatura do cartão: a Amazon anunciou o fim do plano sem anúncios como conhecemos e está relançando a camada premium do Prime Video com novo nome, novos recursos e, claro, novo preço.

A mudança entra em vigor no dia 10 de abril de 2026 para os Estados Unidos e transforma o que era um simples complemento acessível em um produto claramente posicionado para competir de igual para igual com os planos premium de Netflix, HBO Max e Apple TV+. Para quem assiste ao Prime Video em português e espera ansioso pela chegada dessas mudanças ao Brasil, vale ficar de olho: os sinais apontam que o Ultra vai chegar por aqui mais cedo do que parece.

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O que muda: Ultra x Padrão lado a lado

A reestruturação divide o Prime Video em dois mundos bem distintos. O plano básico, incluído na assinatura Prime, continua existindo — mas perde alguns privilégios que antes eram compartilhados. O maior deles: o 4K/UHD agora é exclusivo do Ultra.

Veja a comparação completa entre os planos:

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Recurso Plano Padrão (c/ anúncios) Plano Ultra (s/ anúncios)
Anúncios Sim Não
Qualidade Máxima HD / 1080p 4K / UHD
Telas Simultâneas 3 5
Downloads Offline 25 100
Custo Adicional Já incluso no Prime + US$ 4,99/mês

 

Um aumento de 67% — com nome bonito para disfarçar

Não há como contornar: é um reajuste expressivo. O plano sem anúncios custava US$ 2,99 por mês e passa a custar US$ 4,99 a partir de abril — uma alta de aproximadamente 67% em um único movimento. A Amazon, claro, tratou de embalar a notícia com novos benefícios, mas o recado é claro: assistir sem propaganda vai custar mais.

A própria Amazon reconheceu que “entregar streaming sem anúncios com recursos premium requer investimento significativo” e que a estrutura está alinhada com os demais serviços de streaming do mercado. Em outras palavras: todo mundo está cobrando mais, então por que a Amazon seria diferente?

A alta do Prime Video é apenas a mais recente num mundo de streaming cada vez mais caro: no último período, Paramount+, HBO Max, Disney+, Sling TV, Apple TV+, Netflix, Peacock e Spotify também aumentaram seus preços.

O 4K sai do padrão — e isso é maior do que parece

Esse é o ponto que mais deve gerar reação dos assinantes. Até agora, quem pagava a mensalidade básica do Prime tinha acesso ao 4K. Com a mudança, a tecnologia 4K/UHD passa a ser um benefício exclusivo do Prime Video Ultra, funcionando como uma das principais razões para justificar o upgrade de plano.

É uma estratégia conhecida no mercado: retirar um recurso do plano base e reposicioná-lo como diferencial premium. Netflix faz isso há anos com sua grade de qualidade. Agora a Amazon segue o mesmo manual — e aposta que a combinação de 4K com Dolby Atmos e ausência de anúncios seja suficiente para convencer o assinante a desembolsar os quase US$ 5 extras por mês.

O que o Ultra ainda inclui — e por que o catálogo importa

Além dos recursos técnicos, a Amazon fez questão de lembrar que ambos os planos — básico e Ultra — continuam com acesso ao mesmo catálogo de conteúdo original. Isso inclui títulos como Fallout, Reacher, The Boys, O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder e The Summer I Turned Pretty, além de filmes como Heads of State, Red One, Road House e The Accountant 2.

Nos Estados Unidos, o pacote ainda inclui transmissões esportivas ao vivo de peso: NFL, NBA, WNBA, Nascar, NWSL e The Masters. Para o mercado brasileiro, o esporte ao vivo ainda não tem a mesma presença — mas o catálogo de originais é o mesmo, e a expectativa é que a mudança no modelo de cobrança chegue a outros mercados ainda em 2026, incluindo o Brasil, onde o Prime Video já opera com camada com anúncios.

Plano anual ameniza o impacto

Para quem decidir ficar no Ultra, há uma saída para amortecer o impacto financeiro. A Amazon oferece um plano anual do Prime Video Ultra por US$ 45,99, com desconto de 23% em relação à cobrança mensal. Para uma família que já usa o streaming intensamente — especialmente com múltiplos dispositivos ou em TV 4K —, o custo-benefício pode fazer sentido.

A Amazon está fazendo o que toda big tech de streaming está fazendo: monetizando mais, segmentando melhor e apostando que o consumidor prefere pagar a abrir mão do conforto. A questão é até onde o assinante vai junto — e quando começa a cancelar.

E você: o Prime Video Ultra justifica os US$ 4,99 extras pelo 4K e pelo sem anúncios, ou a Amazon foi longe demais dessa vez?

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