Estreias nos cinemas: Moana, O Convite e Evil Dead em 09/07

Semana de extremos: o remake live-action de Moana é um dos piores da Disney segundo a crítica, enquanto O Convite, de Olivia Wilde, com 96% no RT, pode ser o melhor filme de 2026.

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A Disney apostou US$ 250 milhões para refazer Moana em carne, osso e CGI. A A24 gastou uma fração disso para trancar Seth Rogen, Olivia Wilde, Edward Norton e Penélope Cruz em um apartamento por 21 dias de filmagem. Resultado? O filme barato tem 96% no Rotten Tomatoes. O caro tem 33%. A semana de 9 de julho é um estudo de caso sobre o que funciona (e o que não funciona) no cinema de 2026.

O Convite: o melhor filme do ano está em cartaz e você pode não saber

O Convite (The Invite, EUA, A24) é, com folga, o filme mais bem avaliado em cartaz nos cinemas brasileiros nesta semana — e um dos mais bem avaliados do ano inteiro. A comédia dramática de Olivia Wilde acumula 96% no Rotten Tomatoes com 93% do público, números que a colocam à frente de Toy Story 5 (93%) e Dia D (89%).

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A premissa é simples: Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde) estão com o casamento na corda bamba. Quando convidam os vizinhos enigmáticos (Edward Norton e Penélope Cruz) para um jantar, a noite espirala para territórios inesperados. Wilde, que dirigiu e atuou, filmou em ordem cronológica, em 21 dias, dentro de um único apartamento em San Francisco — uma aposta que a crítica diz ter funcionado de forma brilhante.

O consenso do RT descreve o filme como uma farsa sofisticada e perversamente engraçada que reafirma Wilde como uma das cineastas mais empolgantes em atividade. O Awards Radar elogia o roteiro de Rashida Jones e Will McCormack (baseado no espanhol Los vecinos de arriba, de Cesc Gay) como inteligente e profundo, mas também hilário. Wilde compara a atuação de Rogen a Albert Brooks e ao Richard Dreyfuss dos anos 1980. E a própria Wilde reconhece que o fracasso de Não Se Preocupe, Querida (38% no RT) a libertou para fazer esse filme. Distribuição: O2 Play. Classificação: 16 anos.

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Moana: a Disney afundou na crítica

Moana (EUA, Disney) chega com 581 sessões cadastradas no AdoroCinema — é de longe o maior lançamento comercial da semana. Mas a recepção crítica é desastrosa: 33% no Rotten Tomatoes com base em 50 críticas, tornando-o o segundo pior remake live-action da Disney em toda a história, atrás apenas de Pinóquio (27%).

O problema central, segundo a crítica, é que o filme é uma reprodução quase plano a plano da animação de 2016 (que tem 95% no RT), só que com menos cor, menos vitalidade e mais CGI. A Empire deu 2/5, dizendo que não se detecta nenhuma voz autoral. O Wrap apontou que o filme só ganha vida quando… é animado. A Rolling Stone o chamou de espetáculo genérico indistinguível de qualquer outro.

Catherine Laga’aia é o consenso positivo — críticos a descrevem como uma Moana radiante e cativante. O ponto fraco? Dwayne Johnson, que reprisa o papel de Maui, é descrito como rígido e menos carismático do que na versão animada. Com orçamento de US$ 250 milhões e previsão de abertura entre US$ 40 e US$ 65 milhões nos EUA, o filme pode ter dificuldade para se pagar. Distribuição: Disney. Classificação: 10 anos.

 

A Morte do Demônio: Em Chamas — o gore mais brutal da franquia

A Morte do Demônio: Em Chamas (Evil Dead Burn, EUA) marca a volta da franquia de Sam Raimi com direção de Sébastien Vaniček (Infested). O filme acumula 78% no Rotten Tomatoes com 51 críticas — acima de Army of Darkness (68%) e do Evil Dead de 2013 (64%), embora abaixo de Evil Dead Rise (85%) e Evil Dead II (88%).

A trama acompanha Alice, uma viúva que busca consolo com os sogros em uma casa isolada — até que, um a um, eles se transformam em Deadites. O io9 descreveu a experiência como tão brutal, dolorosa e intensa que você praticamente sente o filme vibrando nos ossos. O JoBlo chamou de a entrada mais sangrenta e sombria da franquia. Distribuição: Sony. Classificação: 18 anos.

 

Cinema nacional e autoral

  • Herança de Narcisa (Brasil) — Terror nacional com Paolla Oliveira e Rosamaria Murtinho. Ao herdar o casarão da mãe recém-falecida, Ana precisa enfrentar traumas e uma maldição ancestral. Direção de Clarissa Appelt e Daniel Dias. Distribuição: Olhar Distribuição. Classificação: 14 anos.
  • Toquinho: Encontros e um Violão (Brasil/Itália) — Documentário de Erica Bernardini sobre a relação do músico com seu instrumento e sua trajetória até se tornar um dos grandes nomes da MPB. Com participações de Ornella Vanoni e Pedro Bial. Distribuição: Pandora Filmes. Classificação: 12 anos.
  • Os Emergentes (Brasil) — Comédia sobre uma família da alta sociedade que perde toda a fortuna. Com Rafael Cardoso, Mônica Carvalho, Alexandra Richter e Nando Cunha. Distribuição: Elo Studios. Classificação: 12 anos.

Cinema europeu

  • Primavera (Primavera, Itália/França) — Drama musical biográfico de Damiano Michieletto com Tecla Insolia como Cecília, uma jovem com talento para o violino. Com Stefano Accorsi e Michele Riondino. Distribuição: Imagem. Classificação: 14 anos.
  • A Divina Sarah Bernhardt (Sarah Bernhardt, La Divine, França) — Drama histórico de Guillaume Nicloux sobre a primeira grande estrela internacional do entretenimento, na Paris de 1896. Com Sandrine Kiberlain e Laurent Lafitte. Classificação: sem informação.

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