Herdeira da Oi, operadora Nio vai estrear no mercado de telefonia móvel

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O cenário das telecomunicações no Brasil consolidou mais uma de suas reviravoltas. No vácuo deixado pela antiga operadora Oi, que deixou oficialmente de existir no mercado de varejo após anos de uma severa crise financeira e processos de recuperação judicial, nasceu a Nio, operadora que herdou a gigantesca infraestrutura de fibra óptica e a base de mais de 3 milhões de clientes residenciais e corporativos da Oi Fibra.

Agora, controlada pela empresa de infraestrutura V.tal (que tem como principal acionista o banco BTG Pactual), a Nio se prepara para dar o seu passo mais ousado: entrar de vez no mercado de telefonia móvel.

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Aprovação da Anatel 

Nesta semana, a Anatel homologou os contratos de MVNO (Operadora de Rede Móvel Virtual) firmados entre a Nio, a V.tal e a Surf Telecom. A Surf é no momento uma das maiores do país em viabilizar operações móveis para marcas parceiras.

A parceria funciona no modelo de credenciamento. Como a Nio não possui torres de celular próprias (frequências de rádio), ela utilizará a infraestrutura de rede da Surf Telecom para emitir seus próprios chips e planos de celular com cobertura nacional.

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Documentos regulatórios submetidos à agência comprovam que a Nio já possui o aval legal necessário para iniciar as operações. Detentora de cerca de 6,3% do mercado de internet fixa nacional — o que a posiciona como a terceira maior força de banda larga do Brasil —, a empresa utilizará o novo serviço de telefonia como uma salvaguarda para conter a perda recente de clientes e tentar blindar sua base.

O que significa na prática para o consumidor?

Para quem busca opções entre as três grandes operadoras atuais (Claro, Vivo e TIM), a chegada da Nio traz impactos práticos diretos:

Mais planos “Combo” (Internet + Celular)

Desde que os ativos de telefonia móvel da Oi foram vendidos e divididos entre as concorrentes, os antigos clientes da operadora ficaram “orfãos” de faturas unificadas. Com a nova autorização da Anatel, a Nio poderá oferecer descontos agressivos para quem contratar a banda larga residencial de fibra óptica junto com o plano de celular da casa. Em sua oferta de banda larga fixa, a operadora já lançou uma estratégia agressiva: preço fixo e congelado até janeiro de 2030, livre de qualquer reajuste anual por inflação. 

Atualização tecnológica e fim do “fantasma” da Oi

A antiga Oi sofria com reclamações devido a uma infraestrutura fragmentada e defasada por décadas de falta de investimentos. O nascimento da Nio veio acompanhado de uma migração profunda de sistemas de tecnologia (carve-out). Para o consumidor, a transição e a expansão para o mercado móvel significam lidar com uma empresa financeiramente saudável (com aportes bilionários de fundos internacionais e do BTG), focada em atendimento moderno e sem o histórico de instabilidade da gestão anterior.

Embora a Nio ainda não tenha anunciado uma data oficial para a distribuição dos primeiros chips no mercado de varejo, os contratos já estão assinados e validados pelo órgão regulador, sinalizando que o bolso do consumidor brasileiro ganhará uma nova alternativa (de peso) muito em breve.

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