Uma vencedora do Oscar contra um vilão que nunca fez vilão. É essa a premissa que a Netflix entrega hoje (24) aos assinantes brasileiros com O Jogo do Predador (Apex, no título original) — e o resultado divide opiniões antes mesmo de o filme esquentar nos trending topics.
O que esperar da trama
Charlize Theron interpreta Sasha, uma alpinista que carrega o luto pela morte de sua melhor amiga em um acidente de escalada. Para tentar processar a culpa, ela parte sozinha para os confins da natureza selvagem australiana. O que deveria ser um retiro de cura se transforma em pesadelo quando Ben — um caçador psicopata vivido por Taron Egerton — decide transformá-la em presa.
O longa de 95 minutos aposta numa dinâmica de gato e rato que vai além do físico. A perseguição ganha camadas psicológicas à medida que predador e presa se revelam mais complexos do que parecem. Eric Bana completa o elenco principal como Tommy, figura do passado de Sasha que aparece num momento-chave da trama.
Direção experiente em sobrevivência
A escolha de Baltasar Kormákur para a direção não é acidental. O cineasta islandês construiu uma carreira sólida em filmes de sobrevivência em ambientes extremos — Evereste (2015), Vidas à Deriva (2018) e Fera (2022), este último também um sucesso na própria Netflix. O roteiro ficou a cargo de Jeremy Robbins, conhecido pelo trabalho na franquia Uma Noite de Crime.
As filmagens aconteceram no estado australiano de Nova Gales do Sul, com destaque para as Montanhas Azuis, cuja geografia funciona quase como um personagem à parte. Theron fez a maioria de suas próprias cenas de escalada, o que confere um realismo físico raro ao filme.
O que diz a crítica
No Rotten Tomatoes, O Jogo do Predador estreou com nota em torno de 67% de aprovação entre os críticos — o suficiente para garantir o selo “fresh”, mas longe de um consenso. A nota do público gira em torno de 75%, sinalizando que o filme funciona melhor como entretenimento do que como obra autoral.
Os elogios se concentram em dois pontos: a performance física de Theron e a fotografia das paisagens australianas. Do lado negativo, parte da crítica aponta que o filme não arrisca o bastante no aspecto psicológico e que os momentos mais introspectivos carecem de profundidade nos personagens.
Para Taron Egerton, o papel marca sua estreia como vilão no cinema. O ator descreveu Ben como alguém “quebrado além do resgate” — e se divertiu bastante com isso.
Vale o play?
O Jogo do Predador não reinventa o gênero de sobrevivência, mas entrega exatamente o que promete: tensão, paisagens de tirar o fôlego e dois atores em plena forma física e dramática. É o tipo de filme feito sob medida para uma sessão de sexta à noite no sofá. O longa tem classificação R (equivalente a 16+ no Brasil) por violência forte, imagens perturbadoras, nudez e linguagem pesada.
Disponível exclusivamente na Netflix a partir de hoje, 24 de abril de 2026.
E você, Charlize Theron consegue te convencer a trocar a série que está maratonando por esse thriller de 95 minutos?
