Há pouco mais de um ano, a Oi TV era dada como encerrada. A recuperação judicial da Oi S.A. havia transformado o serviço em um ativo à deriva, com centenas de milhares de assinantes presos na incerteza e parceiros de conteúdo sem garantias. Foi então que a Mileto Tecnologia entrou em campo. A empresa concluiu a aquisição da unidade de TV por assinatura da Oi em fevereiro de 2025, assumindo uma operação com mais de 600 mil clientes e cerca de 200 canais disponíveis
Agora, um ano depois da virada, a Oi TV — que manteve a marca — apresenta sua nova grade de planos, apostando em preços competitivos, pacotes à la carte e uma estratégia ambiciosa: reconquistar quem já foi cliente um dia.
Os novos planos: do essencial ao futebol total
A nova grade da Oi TV traz quatro pacotes principais, disponíveis tanto na modalidade mensal quanto anual — com desconto relevante para quem optar pelo compromisso de 12 meses. Confira:
| Plano | Canais (HD) | Valor Anual (12x) | Valor Mensal | Foco do Pacote |
| Diversão | 119 (29 HD) | R$ 89,90 | R$ 94,90 | Canais essenciais do dia a dia |
| Família | 170 (63 HD) | R$ 124,90 | R$ 129,90 | Filmes, novelas e desenhos |
| Futebol Total | 175 (68 HD) | R$ 179,90 | R$ 199,90 | Esportes e eventos ao vivo |
| Emoção Total | 199 (84 HD) | R$ 269,90 | R$ 299,90 | O combo completo de entretenimento |
Os nomes são novos — saem os antigos “Start”, “MIX” e “Total” — e refletem uma estratégia de comunicação mais direta sobre o que cada pacote entrega. A mudança representa um esforço da nova administração para estabilizar a política de preços, especialmente após a forte volatilidade observada em 2024.
Conteúdo à la carte: Cinema e Streaming integrados
Além dos pacotes base, a Oi TV sob a Mileto reforçou as opções de personalização. O grande destaque é o Combo Telecine + Universal+, que por R$ 34,90 entrega 8 canais em alta definição — uma economia considerável para quem busca filmes e séries de investigação.
Para os fãs de streaming, o pacote HBO + HBO Max continua disponível por R$ 44,90, garantindo o acesso à plataforma digital além dos 8 canais lineares. Já para quem busca opções mais acessíveis de cinema, os Canais Mundi podem ser adicionados por apenas R$ 10,00 mensais.
A missão que a Mileto se impôs: reativar milhões de antenas dormentes
Mais do que manter os clientes ativos, a Mileto tem um objetivo que poucos operadores de TV conseguiram concretizar: recuperar quem abandonou o serviço. A empresa identificou cerca de 4 milhões de antenas e equipamentos que um dia estiveram conectados à Oi TV e trabalha para reativar ao menos parte dessa base, permitindo o retorno ao serviço de forma simplificada e acessível.
A aposta faz sentido estratégico: quem já tem antena instalada e set-top box em casa não precisa de técnico, não tem custo de instalação e pode voltar a assinar com poucos cliques. É uma carteira de clientes adormecida esperando o preço e o momento certos.
Infraestrutura garantida, marca preservada
Para tranquilizar o mercado e os assinantes, a Mileto assinou novo contrato com a operadora de satélites SES, garantindo cobertura para entrega de canais em HD a mais de 600 mil residências em todo o país — sem necessidade de troca de equipamentos ou reposicionamento de antenas. Os contratos com grandes programadoras como Globo, Warner e Disney também foram preservados.
A Mileto opera com escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo e uma central operacional na Barra da Tijuca, com o presidente Roberto Guenzburger — ex-executivo da Oi, Claro e Americel — à frente do projeto. A empresa deixou claro que não competirá no mercado de banda larga, enxergando os ISPs como parceiros potenciais para distribuição do serviço via IPTV.
Com preços que começam em menos de R$ 90 por mês e pacotes à la carte que incluem HBO Max por R$ 44,90, a Oi TV sob gestão da Mileto conseguirá reconquistar o assinante brasileiro que migrou para o streaming — ou o modelo de TV linear via satélite já perdeu esse jogo de vez?
