Se você estava esperando a linha de TVs de 2026 para finalmente desfrutar da TV 3.0 (o padrão ATSC 3.0 ou NextGen TV) de forma nativa nas telas OLED da Samsung, as notícias não são boas. A gigante sul-coreana confirmou que, pelo segundo ano consecutivo, seus modelos OLED premium — incluindo a esperada S95H — serão lançados sem o hardware necessário para captar o sinal da nova geração da TV aberta.
A decisão, revelada inicialmente pela PCWorld, expõe uma crise silenciosa na indústria. Enquanto o padrão ATSC 3.0 promete transmissões de 4K com HDR via antena, áudio imersivo e recursos interativos que misturam internet e broadcast, as fabricantes estão recuando.

A Guerra de Patentes e o Efeito Dominó
O motivo não é técnico, mas jurídico e financeiro. Uma batalha judicial intensa sobre licenciamento de patentes tem encarecido a inclusão desses sintonizadores. O cenário ficou crítico após a LG perder uma ação milionária em 2023, o que a levou a remover totalmente o suporte ao NextGen TV de suas TVs nos EUA desde 2024.
A Samsung adotou uma estratégia seletiva:
- Linha OLED: Segue sem o sintonizador em 2026 para evitar custos extras e riscos legais.
- Linha Neo QLED: Continua sendo a “casa” da tecnologia na marca, reservada para quem busca o máximo em especificações de pontos quânticos.
O que isso muda para o consumidor?
Para quem prioriza a melhor qualidade de imagem (OLED) mas não abre mão da TV aberta em altíssima definição, a solução será o uso de conversores externos, como os aparelhos da ZapperBox ou ADTH. No entanto, isso significa um custo adicional e um dispositivo a mais pendurado na sua TV de última geração.
Enquanto isso, marcas como Sony e TCL também mantêm cautela, limitando o recurso apenas aos seus modelos de topo (flagships). O custo de implementação do hardware chega a ser 20% a 30% mais alto que os sintonizadores convencionais, o que desestimula a inclusão em modelos intermediários.
O futuro da TV Aberta 4K
Analistas apontam que essa resistência das fabricantes pode atrasar a adoção em massa da TV 3.0. Mesmo com o sinal já cobrindo mais de 75% dos lares americanos e começando no Brasil, a falta de TVs com sintonizador integrado faz com que muitos espectadores continuem dependentes exclusivamente do streaming para conteúdos em 4K.
