O primeiro sábado de julho divide a grade entre o público infantil e os fãs de horror que não tiveram medo de comprar ingresso para uma múmia reimaginada. A partir das 22h do dia 4, Telecine Premium e HBO entregam dois filmes com propostas bem distintas, os dois já disponíveis no streaming.
Telecine Premium: Charlie: O Super-Cão
Produção canadense dirigida por Shea Wageman, Charlie: O Super-Cão (Charlie the Wonderdog, 2025) traz Owen Wilson no papel-título, um cachorro idoso que, junto com seu dono garoto, recebe poderes alienígenas e precisa enfrentar um gato com planos de dominação mundial.
A premissa é familiar. A execução, mediana. O consenso da crítica aponta um filme funcional para crianças pequenas, mas sem o equilíbrio que torna as melhores animações agradáveis também para os adultos que assistem junto. No Rotten Tomatoes, apenas 40% das críticas são positivas, com nota média de 4,9/10. O IMDb registra 5,4. É a estreia mais modesta do mês, mas provavelmente a que vai segurar mais atenção de quem tem filhos em casa.
HBO: Maldição da Múmia
O nome no título não é capricho de marketing. Para evitar confusão com as versões anteriores da franquia, de Boris Karloff a Brendan Fraser, passando pelo malfadado reboot de Tom Cruise, o produtor Jason Blum teve a ideia de colocar o nome do diretor no título. Lee Cronin aceitou. Resultado: um filme que faz questão de deixar claro, desde a capa, que essa múmia é dele.
Reimaginação da franquia baseada no Nasmaranian, um demônio egípcio antigo que possui suas vítimas, o enredo acompanha uma família reunida com a filha desaparecida há anos e que logo descobre que algo muito errado habita aquele corpo. No elenco: Jack Reynor como o jornalista Charlie Cannon, Laia Costa como sua esposa, May Calamawy, Verónica Falcón e Natalie Grace como a filha Katie. Cronin também garantiu um elenco egípcio autêntico e diálogos em árabe — algo raro no gênero.
A recepção foi mista. O Rotten Tomatoes registra 47% de aprovação entre 187 críticas, com nota média de 5,6/10. O consenso da plataforma resume: “A versão de Lee Cronin para A Múmia injeta gore e apostas pessoais na fórmula clássica do horror, mas os sustos dessa extravagância repulsiva ficam sepultados por um ritmo esticado demais.” No lado positivo, parte da crítica elogiou o body horror visceral e a reinvenção da mitologia egípcia. Com orçamento de US$ 22 milhões, o filme arrecadou US$ 90,6 milhões globalmente, um retorno confortável que provavelmente abre caminho para continuações.
Vale notar: Lily Sullivan, protagonista de Evil Dead Rise, faz uma participação especial como professora, ela própria pediu a Cronin para aparecer no filme.
Julho começa com cachorro animado de um lado e demônio egípcio do outro. A TV paga não decepciona.
E você, abre o mês com a animação para a família ou enfrenta a múmia de Lee Cronin na HBO?
