O ambicioso plano de dominar o mercado de streaming africano chegou ao fim. A Canal+ e a NBCUniversal (subsidiária da Comcast) confirmaram o encerramento das atividades do Showmax. No relatório de lucros do quarto trimestre, a gigante francesa Canal+ não poupou palavras, classificando a plataforma como um “fracasso caro“.
A decisão resultou na demissão imediata de dezenas de funcionários. Nesta quarta-feira (11 de março), membros das equipes de produto e tecnologia nos Estados Unidos e em escritórios internacionais foram informados sobre os cortes. O encerramento ocorre após a Canal+ assumir o controle total (70%) da MultiChoice, provedora sul-africana que era a base do serviço.
A Tecnologia do Peacock não bastou
O Showmax utilizava a mesma infraestrutura tecnológica do Peacock (EUA) e do SkyShowtime (Europa). Apesar da plataforma robusta, os custos operacionais e a dificuldade de monetização em 44 países africanos tornaram o negócio insustentável para os investidores.
A saída da NBCUniversal do projeto reforça uma mudança drástica de direção na Comcast:
- Foco Interno: O co-CEO Mike Cavanagh afirmou recentemente que o Peacock não tem planos de expansão global.
- Caminho Doméstico: A estratégia agora é concentrar investimentos nos Estados Unidos, evitando os riscos de mercados internacionais fragmentados.
O que acontece com o mercado africano?
Com o fim do Showmax, o vácuo deixado pela NBCUniversal e Canal+ deve acirrar a disputa entre a Netflix e a Disney+ na região, que agora enfrentam menos um concorrente direto que utilizava tecnologia de ponta. Para os assinantes locais, a data oficial do desligamento do sinal ainda não foi divulgada, mas a orientação é de que o serviço cessará em breve.
Raio-X do Encerramento: Showmax
| Informação | Detalhes |
| Proprietários | Canal+ (70%) e Comcast/NBCU (30%) |
| Alcance | 44 países na África |
| Motivo | Baixo retorno financeiro e altos custos |
| Impacto | Dezenas de demissões em equipes globais |
