Streaming: Brasileiro aceita publicidade em troca de menor preço

Streaming com anúncios: Brasil se consolida como um dos maiores mercados globais para planos híbridos

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Uma nova pesquisa global revela que o modelo de HVOD (Hybrid Video on Demand, ou seja, serviços de assinatura com um “mix” de assinaturas premium e mensalidades mais baratas, com exibição de publicidade) já é uma realidade em diversos mercados pelo mundo. E, no centro dessa transformação, o Brasil aparece com uma das maiores taxas de adesão do mundo, refletindo uma mudança de comportamento do consumidor que prioriza o custo-benefício.

De acordo com o levantamento da GWI Waves, referente ao período de Q1 a Q4 de 2025, o Brasil está à frente de mercados maduros na aceitação de anúncios em troca de assinaturas mais baratas. No nosso país, o consumo de serviços de streaming com publicidade já representa quase a metade dos usuários, muito próximo de países como Canadá, França, Alemanha e Reino Unido.

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Os dados mostram que o mercado brasileiro é terreno fértil para plataformas como Netflix, Disney+, Prime Video e HBO Max, que já lançaram camadas de assinatura com publicidade.

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Enquanto o Brasil apresenta uma divisão equilibrada entre usuários de planos com e sem anúncios, outros países mostram comportamentos distintos:

  • EUA e Espanha: São os mercados onde o plano com anúncios mais se aproxima ou atinge a paridade com os planos premium (sem anúncios).

  • Reino Unido e Itália: Também demonstram forte inclinação para o modelo híbrido, com mais de 40% de adesão.

  • México e África do Sul: Países em desenvolvimento seguem a tendência brasileira, com uma parcela significativa da população optando pelo modelo com ads.

Resistência em outros mercados

Em contraste com o entusiasmo brasileiro, países como Polônia, Turquia, Emirados Árabes Unidos (UAE) e Tailândia apresentam a menor penetração de serviços com anúncios. Nesses mercados, a grande maioria dos espectadores ainda prefere pagar o valor total para evitar interrupções publicitárias ou utiliza serviços que ainda não popularizaram massivamente o modelo de HVOD.

O que isso significa para o mercado?

A fonte dos dados, Rodan VOX Consumer Insights, reforça que essa tendência é crucial para o planejamento de marcas e agências. Com o Brasil figurando no topo do ranking de aceitação, o inventário publicitário no streaming brasileiro torna-se um dos mais valiosos e escaláveis do mundo.

Para o consumidor, a mensagem é clara: a “fadiga de assinaturas” está sendo combatida com planos mais acessíveis, e o brasileiro, historicamente acostumado com o modelo da TV aberta, não vê barreiras em levar a publicidade para dentro das suas “maratonas digitais”.

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