Trinta e um anos depois de Woody perguntar se havia uma cobra na bota, os brinquedos da Pixar voltam às telonas nesta quinta-feira (18) para enfrentar o inimigo que nenhum vilão de plástico jamais imaginou: um tablet. E para quem acha que cinema é coisa séria, a A24 entrega Hugh Jackman coberto de lama e sangue como um Robin Hood que nunca roubou dos ricos para dar aos pobres, ele roubou, matou e agora paga por isso.
Toy Story 5: a Pixar fez de novo (com 93%)
Toy Story 5 (EUA, Disney) chega como o grande evento da semana e, pela recepção crítica, fez por merecer. O filme acumula 93% no Rotten Tomatoes com 89 críticas, consolidando-se como mais uma entrada aclamada da franquia. No Metacritic, a nota é 73.
A premissa é simples e certeira: Woody (Tom Hanks), Buzz (Tim Allen) e Jessie (Joan Cusack) precisam lidar com Lilypad (Greta Lee), um tablet que chega à vida de Bonnie com ideias próprias sobre o que é melhor para ela. O consenso dos críticos elogia o filme por evitar a fadiga de franquia e reafirmar que crianças em todo lugar ainda têm um amigo nesses personagens.
O Variety resume: o filme é uma soma sublime que reflete toda a série em seu espelho mágico e, talvez, um final perfeito. A Empire complementa: é engraçado e charmoso no nível dos três primeiros filmes, mesmo que guarde alguns socos. A Pixar não brinca com esses personagens, ela leva a brincadeira muito a sério.
Para contexto: Toy Story e 2 têm 100% cada, 3 tem 98% e 4 está em 97%. O quinto filme é tecnicamente o mais baixo da franquia principal, mas 93% ainda é território de aclamação. Direção de Andrew Stanton (Procurando Nemo, WALL·E), trilha de Randy Newman e — detalhe — uma canção original de Taylor Swift. Distribuição: Disney. Classificação: 6 anos.
A Morte de Robin Hood: a A24 destruiu a lenda (e dividiu a crítica)
A Morte de Robin Hood (The Death of Robin Hood, EUA) é o oposto absoluto de Toy Story em tom, público e intenção. Escrito e dirigido por Michael Sarnoski (Pig, Um Lugar Silencioso: Dia Um), o filme escala Hugh Jackman como um Robin Hood envelhecido, brutal e assombrado pelos próprios crimes.
No Rotten Tomatoes, o filme registra 67% com nota média de 6.7/10. No Metacritic, 63. A divisão entre os críticos é clara e reveladora: o San Francisco Chronicle deu 10/10, chamando o filme de um inferno frio de lama, sangue e intenção homicida. Já o The AV Club deu um C, argumentando que o compromisso em contrariar expectativas acaba drenando a vitalidade do filme.
Jodie Comer interpreta a Irmã Brigid, uma mulher misteriosa que acolhe Robin depois de sua batalha final. Bill Skarsgård é Little John. Murray Bartlett e Noah Jupe completam o elenco. Críticos concordam em um ponto: a performance de Jackman é excelente, comparada até a um Rei Lear medieval. O debate é sobre o filme ao redor dele. Distribuição: Imagem. Classificação: sem informação confirmada (classificação R nos EUA).
Quinze Dias: romance nacional de formação
Quinze Dias (Brasil), de Daniel Lieff, adapta o livro best-seller infantojuvenil e traz Miguel Lallo e Diego Lira como dois jovens cuja relação se desenvolve ao longo de quinze dias. Débora Falabella completa o elenco. O filme é descrito como um romance de formação entre dois jovens, uma produção LGBTQIA+ nacional com circuito de exibição confirmado em várias cidades. Distribuição: Manequim Filmes. Classificação: 14 anos.
Cinema autoral e internacional
A Vida à Parte (La vita accanto, Itália) — Drama de Marco Tullio Giordana com Valentina Bellè e Sonia Bergamasco. A história de Rebecca, nascida em uma família italiana rica, mas com uma mancha vermelha no rosto, que encontra na música a forma de existir. Distribuição: Imovision. Classificação: 16 anos.
As Correntes (Las corrientes, Argentina/Suíça) — Drama de Milagros Mumenthaler com Isabel Aimé González-Sola e Esteban Bigliardi. Distribuição: Filmes do Estação. Classificação: 16 anos.
Cinema nacional
Cinco da Tarde (Brasil/Portugal) — Drama de Eduardo Nunes com Bárbara Luz. Distribuição: 3 Tabela Filmes. Classificação: 10 anos.
