Estreias nos cinemas: dinossauros, Robin Hood e terror

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São 16 títulos disputando as salas nesta quinta-feira (13) — a semana mais carregada do segundo semestre. Dois blockbusters originais, um terror com 98% no Rotten Tomatoes, quatro relançamentos do Cinema Novo, uma obra-prima do Studio Ghibli restaurada, Bruno Gagliasso na ditadura, Clarice Lispector nas telas e a Patrulha Canina para as crianças. Respire fundo.

O Fim da Rua: dinossauros em subúrbio nos anos 80

O Fim da Rua (The End of Oak Street, EUA) é o grande lançamento comercial da semana e uma aposta rara em blockbuster original — sem franquia, sem IP. David Robert Mitchell (It Follows) faz sua estreia no cinema de estúdio com um filme que transporta uma rua inteira de subúrbio em 1982 para um lugar desconhecido, infestado de dinossauros.

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O filme acumula 84% no Rotten Tomatoes com 70 críticas. O Screen Rant destaca que é o filme de dinossauros mais bem avaliado do século XXI, acima de todos os Jurassic Park e Jurassic World dos últimos 29 anos.

A Inverse descreve o filme como spielbergiano até a medula, com todas as sequências eletrizantes e crianças em perigo que os fãs poderiam esperar. O Independent UK vai além: o filme é original, empolgante e não parece “nachos requentados” de Jurassic Park — é um dos melhores do verão. A New York Magazine confessa: não entendo como este filme existe, mas é exatamente o que os grandes estúdios deveriam estar fazendo — espetáculos originais, de preferência aqueles em que Anne Hathaway atira com um rifle em um velociraptor.

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Anne Hathaway, Ewan McGregor, Maisy Stella e Christian Convery são a família Platt. Trilha de Michael Giacchino. Produção de J.J. Abrams. Orçamento de US$ 80 milhões. Distribuição: Warner. IMAX. Classificação: 14 anos. 362 sessões.

 

Acampamento Miasma: o melhor terror de 2026 (e quase ninguém sabe)

Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte (Teenage Sex and Death at Camp Miasma, EUA) é, sem exagero, o filme mais bem avaliado de toda a semana — e possivelmente de todo o segundo semestre.

O filme acumula 98% no Rotten Tomatoes com 136 críticas e nota média de 8.5/10, desbancando Obsession (94%) como o terror mais bem avaliado de 2026. Ganhou a Queer Palm em Cannes 2026, onde recebeu uma ovação de pé de nove minutos como filme de abertura do Un Certain Regard.

Jane Schoenbrun (I Saw the TV Glow) escreveu e dirigiu a história de Kris (Hannah Einbinder, de Hacks), uma cineasta queer contratada para rebotar uma franquia de slasher fictícia que quer trazer de volta a atriz reclusa (Gillian Anderson) que fez a final girl original. O que começa como meta-cinema de terror se transforma em uma história de desejo, medo e delírio.

O consenso do RT resume: uma carta de amor sangrenta ao terror slasher que celebra a autodescoberta pessoal tanto quanto as possibilidades do cinema, combinando estilo matador com um coração grande ainda pulsando. A nota 4.5 no AdoroCinema confirma que o público brasileiro que já viu também aprovou. Distribuição: Retrato Filmes (MUBI). Classificação: 18 anos. 43 sessões.

 

A Morte de Robin Hood: Jackman sangrento, crítica dividida

A Morte de Robin Hood (The Death of Robin Hood, EUA, A24) finalmente chega ao Brasil após estrear nos EUA em junho. Hugh Jackman interpreta um Robin Hood envelhecido e atormentado pela violência que cometeu. Jodie Comer é a Irmã Brigid, Bill Skarsgård é Little John.

O filme registra 67% no RT e 63 no Metacritic — números que refletem uma divisão profunda. Há quem considere a melhor performance de Jackman em anos e quem ache que a desconstrução da lenda drena a energia do filme. Distribuição: Imagem. Classificação: 18 anos. 210 sessões.

 

Patrulha Canina: para os pequenos (e os pais exaustos)

Patrulha Canina: Uma Aventura Dino (PAW Patrol: The Dino Movie, Canadá/EUA) é o blockbuster da semana para o público infantil, com 438 sessões — o maior número da semana. Os filhotes são arrastados até uma ilha desconhecida após uma tempestade e encontram Rex, um filhote de dinossauro. Distribuição: Paramount. Classificação: 6 anos.

Túmulo dos Vaga-Lumes: Ghibli de volta às telonas

Túmulo dos Vaga-Lumes (Hotaru no Haka, Japão, 1988) retorna aos cinemas em cópia restaurada. A obra-prima de Isao Takahata, do Studio Ghibli, acompanha os irmãos Seita e Setsuko tentando sobreviver ao bombardeio americano no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. É amplamente considerado um dos filmes mais devastadores já feitos — e nota 4.5 no AdoroCinema confirma o peso emocional. 70 sessões. Traga lenços.

Cinema nacional: seis títulos de uma vez

  • Colegas e o Herdeiro — Comédia dramática de Marcelo Galvão. Stalone, um jovem ator com síndrome de Down, acredita ser o herdeiro legítimo de um hotel em Punta del Este. Distribuição: H2O. 256 sessões. Classificação: 12 anos.
  • Honestino — Documentário de Aurélio Michiles sobre Honestino Guimarães, líder estudantil da UnB assassinado pela ditadura militar aos 26 anos. Bruno Gagliasso narra. Distribuição: Pandora Filmes. 25 sessões. Classificação: 12 anos.
  • Rio de Clarice — Drama em episódios inspirado em quatro contos de Clarice Lispector: Feliz Aniversário, Mal-estar de um Anjo, A Bela e a Fera e Amor. Com Letícia Spiller, Lucélia Santos e Letícia Isnard. Distribuição: Bretz Filmes. Classificação: 12 anos.
  • Pecadora — Drama de Dainara Toffoli com Rayssa Bratillieri como filha de pastor dividida entre casamento sem amor e uma paixão inesperada. Com José Loreto. Classificação: a confirmar.
  • Manual do Herói — Animação de Fáuston da Silva sobre um jovem que descobre um livro milenar com poderes especiais após um assalto. Distribuição: O2 Play. Classificação: 12 anos.
  • A Dança do Universo com Marcelo Gleiser — Documentário de João Jardim sobre o físico e pensador Marcelo Gleiser. Distribuição: Downtown.

Completando a cartela

  • Ópera! Canção para um Eclipse (The Opera!, Itália) — Drama musical de Paolo Gep Cucco e Davide Livermore com Vincent Cassel. Distribuição: Imovision. Classificação: 14 anos.
  • Blue Lock (Japão) — Ação/anime de Yusuke Taki. Após uma derrota desastrosa, a seleção japonesa de futebol seleciona 300 jovens para encontrar o atacante perfeito para a Copa do Mundo.

Quatro clássicos do cinema pernambucano

A Imovision lança uma retrospectiva rara na mesma semana:

  • Boi Neon (2015) — Drama de Gabriel Mascaro. Juliano Cazarré como vaqueiro do sertão que sonha em ser estilista. Classificação: 16 anos.
  • Baile Perfumado (1996) — Comédia dramática de Lírio Ferreira e Paulo Caldas sobre o mascate libanês que filmou Lampião. Marco do Manguebeat no cinema. Classificação: 16 anos.
  • Cinema, Aspirinas e Urubus (2005) — Drama de Marcelo Gomes. Um alemão fugido da guerra e um sertanejo se encontram no interior do Nordeste em 1942. Classificação: 16 anos.
  • Baixio das Bestas (2006) — Drama de Cláudio Assis com Caio Blat. Forte, visceral, desconfortável. Classificação: 18 anos.

Mais os relançamentos de A Saga Crepúsculo: Amanhecer — Parte 1 e Parte 2, pela Paris.

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