O sábado, 15 de agosto, oferece dois universos completamente distintos na grade da TV paga. A HBO reservou o dia inteiro para os fãs da guerra civil Targaryen, enquanto o Telecine Premium aposta em uma história bem brasileira — a de um menino pobre do interior de São Paulo que virou lenda do rodeio. A partir das 22h, a programação atinge seu pico, mas a HBO começa muito antes.
HBO: Maratona A Casa do Dragão — Temporada 3
A terceira temporada de A Casa do Dragão estreou em 21 de junho de 2026 na HBO e HBO Max, depois de uma espera de quase dois anos desde a segunda temporada. A maratona deste sábado exibe os oito episódios em sequência — uma oportunidade para quem não maratonou no streaming ou simplesmente quer reviver a Dança dos Dragões na tela grande da sala.
A recepção da crítica foi a mais alta da franquia. Com 97% no Rotten Tomatoes, a temporada equipara a série ao pico histórico de Game of Thrones — as temporadas 2 e 4, amplamente consideradas o ápice da série original. A temporada começa exatamente onde a segunda não ousou ir: com a Batalha do Estuário, um dos maiores confrontos de batalha já exibidos na televisão, que recebeu elogios unânimes pela escala de produção e pela intensidade emocional.
O salto de qualidade em relação à temporada anterior foi reconhecido por praticamente toda a crítica. A temporada 2 havia recebido 84% de aprovação — abaixo do esperado — e não recebeu nenhuma indicação ao Emmy de Melhor Drama em 2025, quebrando uma sequência de 14 anos da franquia na premiação. A temporada 3 chegou como resposta direta a esse desgaste: mais ritmo, mais dragões, mais catarse. Emma D’Arcy como Rhaenyra e James Norton como Ormund Hightower, um personagem novo, foram os mais elogiados individualmente pela crítica.
Telecine Premium: Asa Branca — A Voz da Arena
Felipe Simas vive Waldemar Ruy dos Santos, o “Asa Branca“, lendário locutor de rodeios do Brasil — a história de um menino humilde de Turiúba, no interior de São Paulo, que foi pisoteado por um touro durante um rodeio e, impedido de competir, reinventou sua relação com a arena pelo microfone.
Após sofrer o acidente que perfurou seu pulmão, Asa Branca se inspirou em antigas gravações de fita K-7 para criar um estilo próprio de locução — e transformou o rodeio num espetáculo com microfone sem fio, rock’n’roll e fogos de artifício que o Brasil nunca havia visto. A trama também cobre sua ascensão meteórica nos anos 1990 e sua derrocada no início dos anos 2000, marcada por dependência de álcool, drogas e o diagnóstico de HIV. O longa estreou nos cinemas em 18 de dezembro de 2025, ano que marca cinco anos da morte do locutor.
A recepção foi de elogio moderado. O roteiro de Celso Duvecchi e Fernando Honesko foi descrito pela crítica como correto e bem-intencionado, mas que raramente ultrapassa a superfície — cumprindo a função biográfica sem arriscar muito na forma. O grande trunfo apontado de forma recorrente é a atuação de Simas, com o elenco de apoio — Lara Tremouroux, Ravel Andrade, Fábio Lago e Carlos Francisco — recebendo elogios consistentes. O filme ainda não tem nota consolidada nos grandes agregadores internacionais.
Para o público que cresceu ouvindo Asa Branca transformar a abertura de uma festa de peão em espetáculo de arena, é programa garantido.
Dragões em Westeros ou louvor na arena brasileira? O sábado não obriga ninguém a escolher apenas um lado — mas quem quiser a maratona completa da HBO vai precisar começar cedo.
E você, passa o dia inteiro em Westeros ou estreia o Telecine com a história de Asa Branca?
