TV por assinatura perde 1,18 milhão de assinantes em um ano

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O Brasil perdeu 1.182.546 assinantes de TV por assinatura em apenas 12 meses. Os dados mais recentes da Anatel, referentes a junho de 2026, mostram uma base de 7.065.726 acessos ativos — uma retração de 14,3% na comparação anual e de 1,5% apenas em relação a maio.

O recorte é claro: não existe mais “resistência” regional ao streaming. Todas as cinco regiões do país registraram queda tanto na comparação mensal quanto na anual, sem exceção.

Onde a Queda Dói Mais

Em termos proporcionais, o Norte é a região que mais perde terreno, com recuo de 21% em um ano — a maior retração entre todas. Na sequência aparece o Centro-Oeste, com -17,9%.

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Já em volume absoluto, é o Sudeste que carrega o maior tombo: a região perdeu mais de 700 mil assinaturas no período, mesmo concentrando o maior número de acessos do país.

  • Sudeste: 4.437.141 acessos (-13,8% no ano)
  • Nordeste: 1.119.391 acessos (-14,2% no ano)
  • Sul: 914.238 acessos (-13,9% no ano)
  • Centro-Oeste: 337.268 acessos (-17,9% no ano)
  • Norte: 257.688 acessos (-21,0% no ano)

Na densidade — medida em assinaturas a cada 100 domicílios —, o Distrito Federal segue como o mercado mais penetrado do país, com 9,1, seguido por São Paulo (8,6) e Rio de Janeiro (8,1). No outro extremo, Pernambuco e Piauí figuram entre os estados com menor presença de TV paga, girando em torno de 2,2.

Claro Isola-se na Liderança

Enquanto o bolo geral encolhe, a Claro segue engordando sua fatia dele. A operadora concentra 54,2% de todo o mercado nacional de TV por assinatura, com 3.830.058 acessos — mais do que Sky e Vivo somadas.

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O ranking nacional das prestadoras:

  • Claro: 3.830.058 acessos — 54,2%
  • Sky: 1.946.068 acessos — 27,5%
  • Vivo: 720.324 acessos — 10,2%
  • Mileto Serviços de Televisão por Assinatura: 279.244 acessos — 4,0%
  • Demais operadoras somam menos de 4% do mercado, pulverizadas entre players regionais como Unifique, NossaTV e Virtex Telecom.

O Satélite Já é (Quase) só Claro

O dado mais revelador para quem acompanha o segmento de satélite está escondido em um recorte específico da Anatel: quando o filtro é “Livre Via Satélite” — ou seja, TV paga via DTH —, a concentração da Claro deixa de ser liderança e vira monopólio de fato.

Dos 1.092.041 acessos via satélite no país, 1.061.904 pertencem à Claro — uma fatia de 97,2%. As demais operadoras somadas não chegam a 3% do segmento. Na prática, a briga pelo consumidor de TV via satélite no Brasil hoje tem, essencialmente, um único competidor relevante.

Vale notar que esse recorte específico de satélite é o único que apresenta leve estabilidade: +0,1% no mês e -2,6% no ano — uma queda bem mais suave que a média nacional, sinal de que o público que ainda depende do sinal parabólico resiste mais à migração para o streaming, provavelmente por limitações de acesso à banda larga.

Você ainda tem TV por assinatura em casa, ou já migrou de vez para o streaming?

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