HBO Max e Paramount+ juntas? Megafusão pode sair antes do previsto

Empresa de David Ellison trabalha com meta interna de antecipar o fechamento do negócio de US$ 110 bilhões, que uniria HBO Max e Paramount+ sob o mesmo teto.

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A maior fusão da história recente do entretenimento pode acontecer antes do que o mercado esperava. A Paramount Skydance trabalha internamente com a data de 15 de julho para concluir a aquisição da Warner Bros. Discovery — quase dois meses e meio antes do prazo contratual, fixado em 30 de setembro. A informação é do site Status, do jornalista Oliver Darcy, que ouviu múltiplas fontes com conhecimento direto das negociações.

O que está em jogo

O acordo, avaliado em cerca de US$ 110 bilhões, uniria dois dos maiores catálogos do audiovisual mundial. De um lado, o portfólio da Paramount — que inclui os estúdios de cinema, a CBS, a Nickelodeon e o Paramount+. Do outro, o arsenal da Warner Bros. Discovery: HBO, CNN, Warner Bros. Pictures e o império de programação factual da Discovery. Na prática, a fusão colocaria sob o mesmo comando franquias como Star Trek, Mission: Impossible, Game of Thrones, Harry Potter e Shark Week.

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Para David Ellison, que comanda a Paramount Skydance, a lógica é construir um conglomerado capaz de brigar de igual para igual com Disney, Netflix e Amazon num mercado em que a TV linear encolhe, o streaming queima caixa e os custos de produção não param de subir. Analistas apontam que a escala combinada geraria centenas de milhões de dólares em sinergias — de infraestrutura tecnológica compartilhada a vendas publicitárias integradas.

O caminho regulatório ainda tem pedras

Os acionistas de ambas as empresas já aprovaram a transação. Nos Estados Unidos, o prazo de revisão Hart-Scott-Rodino do Departamento de Justiça expirou sem bloqueio formal, embora o órgão possa intervir a qualquer momento. A Paramount declarou que não há “impedimentos estatutários” remanescentes, mas o cenário está longe de pacífico.

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Um grupo de procuradores-gerais estaduais, liderado por Rob Bonta, da Califórnia, analisa os efeitos competitivos da fusão e já emitiu intimações civis à empresa. Bonta disse ao The Wrap que “sinais de alerta estão por toda parte numa fusão desse tipo” e que os estados estão preparados para “agir no tempo certo“. No plano internacional, a autoridade de concorrência do Reino Unido (CMA) já abriu sua análise, e a Paramount ainda aguarda aprovação da FCC para a participação estrangeira que representará 49,5% do capital da empresa combinada.

Se o negócio atrasar — ou cair

O contrato prevê proteções financeiras relevantes para os acionistas da Warner Bros. Discovery. Caso o fechamento não ocorra até 30 de setembro, eles passam a receber uma taxa trimestral de US$ 0,25 por ação. Se a fusão for completamente cancelada por questões regulatórias, a Paramount terá de pagar uma multa de rescisão de US$ 7 bilhões — um valor que dimensiona o tamanho da aposta de Ellison.

As ações da Paramount Skydance acumulam queda de quase 25% no ano, enquanto as da Warner Bros. Discovery recuam cerca de 5% no mesmo período, embora tenham disparado 199% nos últimos 12 meses — reflexo direto da expectativa do mercado em torno do prêmio de aquisição.

O que muda para quem assiste

A pergunta que mais interessa ao público é o destino do HBO Max e do Paramount+. A expectativa é que a Paramount avance com a integração das duas plataformas após o fechamento, criando um serviço unificado com um catálogo combinado sem precedentes. Para defensores do acordo, isso significa mais recursos para projetos ambiciosos em cinema, séries e mídia interativa. Para críticos, a concentração pode resultar em preços mais altos e menos diversidade de vozes na produção de conteúdo e no jornalismo.

Se a meta de julho se confirmar, a nova empresa já estará operacional a tempo de capitalizar a temporada de outono americano e o ciclo de fim de ano — os períodos mais lucrativos do calendário de entretenimento.

E você, acha que a fusão entre Paramount e Warner vai criar um streaming imbatível ou apenas mais um gigante caro demais para o bolso do assinante brasileiro?

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