Onze anos depois do final de Glee, Ryan Murphy reabriu uma porta que muita gente achava trancada de vez. Em entrevista à The Hollywood Reporter, o criador revelou que está “considerando” recuperar a série — e o motivo é puramente afetivo: uma geração inteira cresceu ouvindo aquelas versões pop e agora está na casa dos vinte e poucos anos, ainda ligada ao show.
Não existe projeto fechado, roteiro em desenvolvimento ou aval de estúdio. É, nas palavras do próprio Murphy, uma ideia “sobre a mesa”. Mas vindo de um dos produtores mais prolíficos da TV americana — hoje às voltas com séries como American Horror Story, Monsters e 9-1-1 —, qualquer menção pública tende a virar assunto.
Um fenômeno que definiu uma década
Estreada em 2009 na Fox, Glee misturou comédia, drama adolescente e números musicais para criar um dos maiores fenômenos pop-culturais dos anos 2010. Ao longo de seis temporadas, a série:
- Lançou centenas de covers que dominaram paradas de vendas digitais
- Acumulou indicações e prêmios em Emmy e Globo de Ouro
- Projetou o elenco para carreiras internacionais na música e no cinema
- Gerou turnês mundiais, álbuns e uma base de fãs que segue ativa até hoje
O peso das tragédias reais
Qualquer retorno esbarra em um obstáculo emocional grande: as mortes que marcaram o elenco após o fim das gravações. Cory Monteith morreu em 2013, ainda durante a exibição da série, o que obrigou a produção a reescrever tramas inteiras. Depois vieram as perdas de Mark Salling e Naya Rivera, tornando qualquer revival um terreno sensível de se pisar.
Quem quiser relembrar esse lado mais sombrio dos bastidores já tem por onde começar: o catálogo do HBO Max traz Glee: O Preço da Fama, documentário de três episódios produzido pelo Investigation Discovery que reúne depoimentos de familiares, amigos e ex-membros da equipe para reconstituir os escândalos, a pressão da fama repentina e as tragédias que marcaram o elenco dentro e fora do set.
Murphy não indicou se um eventual retorno seria uma continuação com o elenco remanescente, um spin-off com nova geração de alunos ou um reboot do zero. Ele foi só até onde a nostalgia dos fãs permite: reconhecer que a ideia existe e que, para ele, tudo depende de achar uma história que “mereça realmente ser contada”.
E você, toparia ver o coral do McKinley voltar às telas — ou prefere deixar Glee como uma lembrança intocada dos anos 2010?
