Houston, 1979: a cidade tinha a maior taxa de criminalidade dos Estados Unidos, dezenas de homicídios latinos empilhados sem solução e uma comunidade que não confiava na polícia. A resposta veio de um grupo até então inédito no país — uma unidade de detetives formada só por policiais latinos bilíngues, criada para destravar casos que a polícia tradicional não conseguia nem investigar, por causa da barreira do idioma.
Essa história chega ao Brasil pelo canal A&E com Chicano Squad: Justiça Latina (The Chicano Squad), documentário original em duas partes que estreia neste sábado, 8 de agosto, às 22h50.
Do zero à experiência, sob pressão
O policial Jim Montero puxou para si a missão de montar a unidade e recrutou cinco novatos mexicano-americanos bilíngues, sem nenhuma experiência prévia em homicídios. O desafio era duplo: aprender a investigar assassinatos na marra e, ao mesmo tempo, romper décadas de desconfiança entre a comunidade latina e a polícia.
O grupo enfrentou uma combinação hostil de obstáculos:
- Racismo e discriminação dentro do próprio departamento
- Um sindicato policial corrupto, resistente às mudanças
- A maior taxa de criminalidade dos EUA na época
- Uma comunidade que via a polícia como parte do problema, não da solução
Ainda assim, em apenas 90 dias, a equipe solucionou 80% dos casos que havia herdado. O resultado bastou para transformar o experimento em uma divisão permanente da polícia de Houston, que seguiu ativa por décadas.
O que esperar da primeira parte
O episódio deste sábado foca na formação da unidade: o cenário de violência policial e disparada nos homicídios latinos que forçou o departamento a agir, a escolha dos seis policiais e a missão inicial — zerar a fila de casos abertos no prazo apertado de três meses.
A narrativa é construída com depoimentos de membros originais da equipe e de pessoas diretamente afetadas pelo trabalho da squad, um formato que reforça o caráter documental e histórico da produção, evitando a dramatização típica de dramatizações policiais de ficção.
Você acompanharia uma investigação real contada pelos próprios detetives que a viveram, ou prefere que esse tipo de história fique só na ficção?
