Xsports monta operação especial para Copa do Mundo de 2026

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Não ter os direitos de transmissão das partidas não impediu a Xsports de entrar de cabeça na cobertura da Copa do Mundo de 2026. A emissora 100% esportiva da TV aberta anunciou o projeto “Mundial 2026 Xsports“, uma operação multiplataforma que acompanha o torneio em tempo real, sem exibir um único jogo ao vivo.

A proposta é simples: já que a bola não vai passar pelo canal, a conversa em torno dela vai. A grade reservará praticamente toda a programação diária ao torneio, com foco em hard news 24 horas por dia, sustentada por mais de 15 correspondentes posicionados no Brasil e nos países-sede, Estados Unidos, México e Canadá. O time prioriza o dia a dia da Seleção Brasileira, mas também recorre a mesas de debate, análises táticas e resgates históricos de Copas passadas para preencher a grade.

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Quem é a Xsports

A aposta parte de um canal ainda recente no mercado. A Xsports é uma rede de televisão brasileira sediada em São Paulo, controlada pelo Grupo Kalunga e lançada em agosto de 2025, ocupando a frequência antes usada pela Ideal TV. Na época do lançamento, os executivos da emissora calculavam um alcance potencial de cerca de 53 milhões de domicílios e 150 milhões de espectadores, somando sinal aberto, banda Ku e TV por assinatura, números ambiciosos para quem aposta no espaço deixado pela ausência de esporte 24h na TV aberta.

O elenco de comentaristas reforça a estratégia de pescar nomes conhecidos do público: a operação para o Mundial reúne 17 profissionais, incluindo Milton Leite, ex-Globo e ex-ESPN, ao lado de nomes como Elaine Trevisan, Rodrigo Seraphim e Tatá Muniz.

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O teste que já deu resultado

A aposta não nasceu no vácuo. A transmissão especial da convocação da Seleção por Carlo Ancelotti, em maio, igualou a maior audiência da história do canal, um indício de que conteúdo periférico à Copa, mesmo sem a bola rolando, já puxa audiência relevante para a Xsports.

Direitos divididos, atenção disputada

A movimentação da Xsports só faz sentido dentro do quebra-cabeça de transmissão deste Mundial. A CazéTV detém o pacote completo, com os 104 jogos da competição, enquanto Globo e SBT transmitem 55 e 32 partidas, respectivamente. Quem fica de fora do rodízio de direitos, caso da Xsports e também da TNT Sports, canal temporário da Warner Bros. Discovery que estreou sem nenhuma partida na grade, encontrou na cobertura paralela uma forma de surfar a Copa sem pagar pelos direitos.

Na prática, o Mundial brasileiro de 2026 tem dois tipos de operação concorrendo por atenção:

  • Quem transmite os jogos: Globo/SporTV/Globoplay/GETV, SBT/N Sports e CazéTV, com pacotes de partidas definidos pela Fifa.
  • Quem cobre o entorno: Xsports e TNT Sports, apostando em debate, bastidores e análise para capturar o público que já está de olho na Copa, mesmo sem disputar o direito de exibir uma bola rolando.

Para anunciantes, é uma forma mais barata de associar a marca ao clima de Copa. Para o torcedor, é mais um lugar para discutir o que viu, ou não viu, na partida do dia.

Você assistiria a uma cobertura de Copa só com debate e bastidores, sem ver nenhum jogo? Conta pra gente nos comentários.

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