Netflix fecha acordo bilionário para reunir The Walking Dead

Acordo de cinco anos entre Netflix e AMC Global Media leva as seis séries derivadas ao catálogo global da plataforma a partir de 2027.

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Reunir uma franquia espalhada por meia dúzia de plataformas em um só lugar custa caro. No caso de The Walking Dead, o preço foi de US$ 500 milhões. Netflix e AMC Global Media anunciaram nesta quinta-feira (30) um acordo de cinco anos que muda a forma como o público vai acessar o universo zumbi mais longevo da TV.

O pacote é robusto: 371 episódios, somando a série original e as seis derivadas — Fear the Walking Dead, The Walking Dead: Daryl Dixon, Dead City, World Beyond, The Ones Who Live e Tales of the Walking Dead. A Netflix já detinha os direitos exclusivos da série-mãe nos EUA desde 2011; agora, o acordo passa a ser co-exclusivo e amplia o alcance internacional, com chegada confirmada a territórios como Reino Unido, Itália, Austrália e Nova Zelândia.

Como funciona o pagamento

Segundo documentos financeiros da AMC, o valor será pago em parcelas trimestrais ao longo do contrato:

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  • 2026: cerca de US$ 25 milhões
  • 2027 a 2030: aproximadamente US$ 100 milhões por ano
  • 2031: o saldo remanescente

O anúncio veio junto com o balanço do segundo trimestre da AMC Global Media, que registrou queda de 52% no lucro operacional e recuo de 34% na receita de licenciamento de conteúdo — números que a empresa atribui parcialmente ao timing das entregas do período, mas que tornam o acordo com a Netflix ainda mais estratégico para o caixa da companhia.

O que muda para quem assiste

O ponto mais curioso do acordo é que ele também vira mão dupla: pela primeira vez, a série original vai estrear no AMC+ a partir de 2027, plataforma que até hoje nunca havia exibido o carro-chefe da franquia em streaming próprio.

No Brasil, o cenário hoje é fragmentado. A série original está disponível em catálogo completo (11 temporadas) na Netflix e também no Disney+, enquanto os spin-offs — Daryl Dixon, Dead City, Fear the Walking Dead, World Beyond e Tales — vivem no Prime Video. O anúncio oficial cita apenas Reino Unido, Itália, Austrália e Nova Zelândia como territórios de expansão; não há confirmação, até o momento, de que o pacote completo — incluindo os derivados — vai migrar para a Netflix brasileira. Vale acompanhar os próximos desdobramentos antes de cravar se por aqui o catálogo também vai se consolidar em uma única plataforma.

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E você, prefere ter toda a franquia centralizada em um streaming só ou não se importa de caçar cada spin-off em serviços diferentes?

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