Governo americano aprova fusão entre HBO e MTV

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O Departamento de Justiça americano aprovou o acordo sem exigir venda de ativos, restrições operacionais ou outras concessões, o melhor cenário possível para a Paramount Skydance. O negócio, avaliado em US$ 111 bilhões, foi considerado pelo DOJ como improvável de resultar em prejuízo à concorrência ou aos consumidores americanos, seja no streaming, na televisão linear ou na distribuição de filmes para cinemas.

Na prática, isso significa que a maior consolidação da história recente do entretenimento avança sem amarras impostas pelos reguladores federais. Restam, no entanto, obstáculos de natureza diferente e mais imprevisíveis.

A fusão reunirá marcas como CBS, Paramount Pictures e Paramount+ com ativos da Warner Bros. Discovery, incluindo HBO, HBO Max, Warner Bros. Pictures, CNN, TNT, TBS e HGTV. Para o streaming, o foco é a unificação do Paramount+ com a HBO Max em uma única plataforma direta ao consumidor.

Juntos, os serviços de streaming Paramount+ e HBO Max chegam a quase 300 milhões de usuários globais, base que, combinada, posicionaria a nova entidade como o segundo maior grupo de streaming do mundo, atrás apenas da Netflix.

O plano de integração técnica já está em andamento. A Paramount desenvolve um aplicativo unificado que incorporará os catálogos de HBO, Warner Bros., Discovery, Paramount Pictures e CBS em uma única experiência, com busca unificada, recomendações personalizadas e descoberta cruzada de conteúdo.

O CEO da Paramount, David Ellison, prometeu concluir a transação até 30 de setembro. Caso o prazo não seja cumprido, a empresa se comprometeu a pagar uma taxa diária de acompanhamento aos acionistas.

Mas a corrida contra o relógio não é o único problema. Procuradores-gerais estaduais da Califórnia, Nova York e quase mais uma dúzia de outros estados ainda consideram mover processo antitruste para frear o que se tornaria um mega estúdio quando a fusão entre Paramount e WBD se concretizar. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, reiterou que a fusão “não está fechada.”

No Reino Unido, a Autoridade de Concorrência e Mercados abriu uma investigação de fusão com prazo até 7 de agosto. O aval europeu segue pendente e é esperado para julho, mas qualquer decisão contrária poderia impor condições que mudam a geometria do negócio.

No cenário mais otimista, mais de 5.500 cineastas, atores e profissionais de Hollywood assinaram uma carta aberta contra a fusão, sinal de que a resistência criativa ao negócio é real, independentemente do aval regulatório. Do lado financeiro, o raciocínio das empresas é que a escala combinada permite orçamentos de conteúdo maiores, maior poder de negociação com anunciantes e corte de infraestrutura redundante.

Para o assinante, as mudanças práticas devem chegar em fases, ainda sem preços definidos para o serviço unificado. O que já é certo: se o negócio fechar dentro do prazo de setembro, 2026 será o ano em que HBO Max e Paramount+ começam a se tornar uma coisa só.

E você: prefere ter dois serviços separados com identidades distintas, ou uma superplataforma com tudo num lugar só?

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