Estreias nos cinemas: Laika, Pawlikowski, Jane Austen e Free Solo em 29/10

Semana excepcional traz O Bosque Selvagem, a obra-prima da Laika com 99% no RT que está flopando na bilheteria, o vencedor de Cannes A Terra do Meu Pai com Sandra Hüller, uma nova Razão e Sensibilidade, Carlos Saldanha de volta e os diretores de Free Solo no Everest.

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O filme de animação mais bem avaliado da década levou 16 anos para ser feito, estreou com 99% no Rotten Tomatoes, é favorito ao Oscar — e está flopando. O Bosque Selvagem, da Laika, dividirá as salas nesta quinta (29) com o vencedor de Melhor Diretor em Cannes, uma nova Jane Austen, o retorno de Carlos Saldanha ao cinema brasileiro e os cineastas de Free Solo escalando o Everest. E ainda sobra espaço para Mel Maia, Any Gabrielly e Alan Ritchson.

O Bosque Selvagem: a obra-prima que ninguém foi ver

O Bosque Selvagem (Wildwood, EUA) é o sexto filme da Laika — e, segundo a crítica, o melhor de todos. A animação em stop-motion acumula 99% no Rotten Tomatoes com mais de 100 críticas, 97% de aprovação do público e 85 no Metacritic. O ScreenRant deu 10/10. O The Wrap disse que seria um dos melhores filmes do ano mesmo que a história fosse medíocre — e não é. O Hollywood Reporter chamou de a obra-prima do estúdio. Alguns críticos afirmam que é o maior filme de stop-motion já feito.

Dirigido por Travis Knight (Kubo e as Cordas Mágicas, Bumblebee), o filme acompanha Prue, uma estudante de 12 anos que adentra uma floresta encantada nos arredores de Portland para resgatar o irmão bebê, raptado por corvos. São 132 minutos — o mais longo filme em stop-motion da história — com 2.900 planos (contra 1.800 de Missing Link). O desenvolvimento começou em 2011. A produção propriamente dita levou 5 anos.

Carey Mulligan, Mahershala Ali, Angela Bassett, Jacob Tremblay, Peyton Elizabeth Lee, Awkwafina, Tom Waits, Charlie Day e Richard E. Grant fazem as vozes. É o primeiro filme PG-13 da Laika.

A ironia brutal: apesar da aclamação unânime, O Bosque Selvagem abriu em terceiro lugar na bilheteria americana. Com orçamento de US$ 100 milhões, é provável que seja um dos maiores fracassos comerciais do ano. O World of Reel resumiu a contradição com elegância: Travis Knight é herdeiro da fortuna da Nike, e a Laika nunca foi exatamente um negócio — é um projeto de paixão. Se você vai herdar esse tipo de riqueza, gastar US$ 100 milhões na animação em stop-motion mais ambiciosa da história é um dos melhores usos possíveis. Distribuição: Imagem. Classificação: 14 anos.

A Terra do Meu Pai: Pawlikowski fechou a trilogia (e ganhou Cannes)

A Terra do Meu Pai (Fatherland, Polônia/Alemanha/Itália/França) é o encerramento da trilogia de Pawel Pawlikowski que começou com Ida (Oscar de Melhor Filme Internacional) e Guerra Fria. O filme acumula 92% no Rotten Tomatoes com 93 críticas e 87 no Metacritic — nota de aclamação universal. Pawlikowski ganhou o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes 2026.

Sandra Hüller interpreta Erika Mann, filha do escritor Thomas Mann (Hanns Zischler), em uma road trip pela Alemanha em ruínas no auge da Guerra Fria. Filmado em preto e branco por Lukasz Zal (o mesmo de Ida e Guerra Fria), o filme tem 82 minutos — Pawlikowski nunca fez um filme com mais de 88 — e cada um deles pesa. August Diehl e Joanna Kulig completam o elenco. O filme é a candidatura da Polônia ao Oscar. Distribuição: Imovision. Classificação: 12 anos.

Razão e Sensibilidade: Jane Austen de volta ao cinema

Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility, Reino Unido/EUA) ganha nova adaptação dirigida por Georgia Oakley (Blue Jean). Daisy Edgar-Jones (Normal People) e Esme Creed-Miles (Hanna) são as irmãs Dashwood, com Caitriona Balfe (Outlander) completando o elenco. É a primeira versão para o cinema desde a adaptação de Ang Lee com Emma Thompson e Kate Winslet em 1995 — que rendeu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Distribuição: Universal. Classificação: 10 anos.

100 Dias: Carlos Saldanha volta ao cinema brasileiro

100 Dias (Brasil/Finlândia), de Carlos Saldanha (Rio, Era do Gelo), marca o retorno do cineasta ao cinema brasileiro com um filme de aventura biográfica. Filipe Bragança e Felipe Camargo estrelam ao lado de Philippine Leroy-Beaulieu (Emily in Paris). Distribuição: Disney. Classificação: 12 anos.

Everest: O Outro Lado — os cineastas de Free Solo no topo do mundo

Everest: O Outro Lado (Everest: The Other Side, EUA) é o novo documentário IMAX de Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin — a dupla que fez Free Solo (Oscar de Melhor Documentário) e O Resgate na Caverna Tailandesa. Distribuição: Disney. IMAX.

Cinema nacional: quatro títulos brasileiros

  • Medley — Drama de Ana Luiza Azevedo (Antes que o Mundo Acabe) com Mel Maia, Mariana Lima e André Ramiro. Distribuição: Vitrine Filmes. Classificação: 12 anos.
  • As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você — Drama de Diego Freitas com Any Gabrielly e Giulia Be. Distribuição: Paris. Classificação: 14 anos.
  • Cartório das Almas — Fantasia sci-fi de Leo Bello com Gabriela Correa. Distribuição: Pandora Filmes. Classificação: 10 anos.
    Completando a cartela
  • Três Horas para Viver (Runner, EUA) — Ação de Scott Waugh com Alan Ritchson, Rodrigo Santoro e Owen Wilson. Um entregador protege um fígado para transplante contra mercenários. Distribuição: Diamond. Classificação: 16 anos.
  • Festival de Cinema Francês do Brasil — Mostra itinerante de filmes franceses contemporâneos. Distribuição: Bonfilm.

Eventos especiais

  • (30/10) BTS World Tour ‘Arirang’ in São Paulo: Live Viewing — Show do BTS nos cinemas. Distribuição: Trafalgar.
  • (04/11) Rammstein: Live in Mexico City — Show da banda alemã filmado na Cidade do México. Distribuição: Trafalgar.

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