O sábado, 12 de setembro, coloca frente a frente dois filmes movidos por protagonistas que precisam provar algo — para o mundo e para si mesmos. A partir das 22h, HBO e Telecine Premium entregam o segundo capítulo do novo universo DC e um drama familiar de arena que não esconde suas influências. Os dois já estão disponíveis no streaming.
HBO: Supergirl
Dirigido por Craig Gillespie (Eu, Tonya) com roteiro de Ana Nogueira, Supergirl (2026) é o segundo filme do DCU de James Gunn e Peter Safran — e o primeiro com a heroína solo. Baseado na aclamada HQ Supergirl: Woman of Tomorrow de Tom King e Bilquis Evely, o filme acompanha Kara Zor-El (Milly Alcock) numa jornada interestelar de vingança e justiça ao lado de Ruthye (Eve Ridley), uma adolescente que perdeu a família para o vilão Krem de Yellow Hills (Matthias Schoenaerts). Jason Momoa faz sua estreia no DCU como Lobo, e David Corenswet aparece brevemente como Superman.
A recepção foi o grande ponto de tensão do verão americano. Com 57% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, Supergirl se tornou o projeto com menor Tomatômetro do novo DCU — abaixo de Creature Commandos (95%) e do próprio Superman (2025). O consenso da crítica captura bem a divisão: “Alcock traz desenvoltura à Kara Zor-El que faria Krypton se orgulhar — mas essa heroína ainda espera por uma aventura à altura do seu vigor.” O público foi mais generoso: 77% de aprovação no Popcornmeter. A bilheteria, no entanto, foi decepcionante. Com orçamento entre US$ 170 e 186 milhões, o filme arrecadou US$ 126,4 milhões globalmente — resultado que a Wikipedia já classifica oficialmente como bomba de bilheteria.
O dado que salva o futuro do projeto: Milly Alcock já está confirmada como Kara Zor-El em Man of Tomorrow (2027), o próximo capítulo do DCU com Superman. A Supergirl continua — mesmo que esse primeiro voo tenha sido mais turbulento do que o estúdio esperava.
Telecine Premium: O Último Rodeio
Do outro lado da grade, nenhum universo expandido — só uma arena, um touro e um avô com conta médica para pagar. O Último Rodeio (The Last Rodeo, 2025) é estrelado, co-escrito e coproduzido por Neal McDonough, ator habitualmente escalado como vilão em Hollywood e que aqui finalmente assume o papel de mocinho com tudo o que tem.
Produzido pela Angel Studios — a mesma casa de Sound of Freedom —, o filme acompanha Joe Wainwright, ex-campeão mundial de montaria em touros que retorna ao circuito como o competidor mais velho da história para custear uma cirurgia cerebral cara para o neto, não coberta pelo plano de saúde da família. Ao longo da jornada, precisa enfrentar não só os touros, mas o acidente que quase o matou anos antes — e o passado que nunca processou direito.
Um detalhe que humaniza o projeto: Ruvé McDonough, esposa de Neal na vida real, interpreta a esposa do personagem. A química em tela não foi fabricada num estúdio.
A recepção foi de aprovação moderada. Com 63% no Rotten Tomatoes e nota 6,3 no IMDb, o consenso descreve um filme correto, emocionante e sem surpresas — que entrega exatamente o que promete para quem aprecia drama familiar de arena com coração no lugar certo.
Super-heroína em crise de identidade galáctica ou cowboy de 60 anos de volta ao rodeio por amor ao neto? O sábado não decepcionou em variedade.
E você, vai com Supergirl na HBO ou com Joe Wainwright no Telecine?
