O mercado brasileiro de telecomunicações encerrou o segundo trimestre de 2026 com um cenário de forte consolidação entre as gigantes do setor e conquistas estratégicas para os provedores regionais. De acordo com o mais recente levantamento da consultoria Teleco, a Claro manteve a hegemonia em cinco dos dez principais indicadores analisados, enquanto a Vivo liderou em três quesitos essenciais de faturamento. A grande novidade do período foi a virada na rentabilidade, com a Vero assumindo o topo do ranking.
A consultoria, que acompanha o desempenho dos grupos de telecomunicações no país desde 2011, estima que a receita líquida total das prestadoras atingiu R$ 51,6 bilhões no 2T26 — divididos entre R$ 26,5 bilhões no segmento móvel e R$ 25,1 bilhões nos serviços fixos.
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Vivo e Claro dominam
No topo do faturamento global, a Vivo registrou R$ 15,8 bilhões em receita líquida no 2T26, sustentada por sua liderança absoluta no segmento móvel (R$ 11,2 bilhões) e maior market share de telefonia celular. A Claro ficou na segunda colocação geral com R$ 13,4 bilhões, seguida pela TIM, que somou R$ 7,0 bilhões.
Por outro lado, a Claro garantiu a liderança isolada nos serviços fixos, com faturamento de R$ 5,3 bilhões no setor. A operadora também manteve o primeiro lugar em participação de mercado nos seguintes segmentos:
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Banda Larga Fixa: 19,1% de participação (10,8 milhões de acessos). A projeção é que a incorporação da Desktop eleve essa fatia para 21,2%.
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TV por Assinatura: 46,3% de market share, ampliando sua dominância no setor.
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Telefonia Fixa: 31,6% do mercado (5,8 milhões de linhas).
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Total de Serviços Fixos: 23,9% de market share (19,4 milhões de acessos).
O avanço das regionais
Embora as grandes operadoras concentrem os maiores volumes de receita, as chamadas Prestadoras de Pequeno Porte (PPPs) e operadoras regionais continuam sendo o motor de crescimento do setor.
A Brasil Tecpar permaneceu na liderança do indicador de crescimento de receita líquida, impulsionada por aquisições e registrando uma alta de 22,2% no ano. Foi seguida de perto pela Unifique (20,5%) e Brisanet (16,0%), ambas alavancadas pela expansão de suas operações móveis. No consolidado geral de banda larga fixa, as competitivas já somam 58,4% de todo o mercado nacional (33 milhões de acessos).
Na disputa pela eficiência financeira, a Vero voltou a liderar o ranking de Rentabilidade, cravando uma margem EBITDA de 55,4% no 2T26 e superando a Giga+ (54,4%).
Mudanças de mercado
O relatório da Teleco também destacou transformações estruturais em andamento:
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Encolhimento da TV e Fixo: O mercado tradicional de TV por assinatura perdeu 1,2 milhão de assinantes no trimestre, enquanto a telefonia fixa residencial registrou uma queda de 3,4 milhões de acessos em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Redivisão da Oi: A reestruturação dos ativos da Oi continua impactando os números. A Mileto assumiu a operação de TV paga com 4,4% do mercado, enquanto os clientes de fibra agora fazem parte da estratégia da Nio/V.tal.
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Avanço do Móvel Regional: As operadoras regionais e MVNOs (operadoras virtuais) já fecharam o 2T26 com 6,7% de market share em telefonia celular, gerando uma receita estimada em R$ 550 milhões.
