O sábado, 20 de junho, vai testar a resistência até do fã mais dedicado de cinema de ação. A HBO preparou uma maratona que começa ainda de manhã e só termina na madrugada de domingo, enquanto o Telecine Premium aposta em uma estreia mais leve para fechar a noite. Programações bem diferentes, mas com um ponto em comum: muita adrenalina.
HBO: Maratona Completa de Velozes e Furiosos
A aposta da HBO para o sábado é simples e ambiciosa: exibir a franquia Velozes e Furiosos do início ao fim, em ordem de lançamento, sem pular nenhum capítulo. A maratona começa às 7h50 com o filme original de 2001 e segue ininterrupta — 2 Fast 2 Furious, Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio, Velozes e Furiosos (2009), Velozes e Furiosos 5, 6, 7, 8 — até desembocar em Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw, que entra no ar à 0h50, já na madrugada de domingo.
São praticamente 17 horas de programação contínua, percorrendo a evolução completa da saga: das corridas de rua underground em Los Angeles aos heists (roubos) internacionais com aviões, submarinos e tanques que definiram a segunda metade da franquia. Para quem cresceu com Dom Toretto e companhia, é a chance de revisitar tudo num fôlego só ou, ao menos, de entrar e sair quando bem quiser durante o dia.
A franquia já arrecadou mais de US$ 7 bilhões em bilheteria global ao longo de mais de duas décadas, e a maratona da HBO funciona como um lembrete de por que ela segue relevante: poucas séries de ação conseguiram se reinventar tantas vezes sem perder a identidade.
Telecine Premium: Missão: Improvável
Enquanto a HBO investe na nostalgia, o Telecine estreia algo mais novo, embora com a mesma vontade de divertir sem grandes pretensões. Missão: Improvável (título nacional de London Calling, 2025) é dirigido por Allan Ungar e acompanha Tommy Ward (Josh Duhamel), um assassino de aluguel decadente que, depois de matar a pessoa errada em Londres, foge para Los Angeles e se vê obrigado a cuidar do filho nerd de seu novo chefe do crime, Benson (Rick Hoffman).
O elenco ainda conta com Jeremy Ray Taylor como o garoto Julian e Aidan Gillen como Freddy Darby, parceiro do protagonista. O filme aposta na dinâmica clássica de dupla improvável, um assassino cansado do ofício e um adolescente que precisa “se tornar homem” sob sua tutela, em tom que remete às comédias de ação dos anos 1990.
A recepção ficou na média, mas não desagradou. O longa marca 47% de aprovação da crítica e 42% do público no Rotten Tomatoes, com nota 5,7 no IMDb. A crítica especializada descreveu o filme como uma sequência sólida na carreira de Ungar e Duhamel, que zomba com humor dos clichês dos filmes de estrada e dupla, com boas trilhas sonoras na trama, incluindo a música-título. Não é cinema essencial, mas cumpre o que promete: diversão leve para o sábado à noite.
