A Oi TV acaba de converter mais nove canais para alta definição em sua grade, dando sequência ao processo de modernização técnica iniciado no fim de março. Desta vez, o foco recai sobre emissoras abertas de perfil educativo, religioso e cultural — segmentos que historicamente ficaram para trás nas atualizações de qualidade de imagem das operadoras brasileiras.
Os canais que passam a ser exibidos em HD são:
- Arte 1
- TV Aparecida
- RBI TV
- Sesc TV
- TV Brasil
- Boa Vontade TV
- Canal Gov
- TV Pai Eterno
- Canal Educação
Um Padrão Que Se Repete
A movimentação não é isolada. Em março, a operadora já havia promovido canais como a BandNews para HD, e em abril, uma segunda leva de dez canais — incluindo Cartoonito, TV Cultura e Futura — fez a mesma migração. Com essa terceira rodada, o ritmo de atualizações se mantém constante sob a gestão do Grupo Mileto, que assumiu a operação e vem priorizando a eliminação de sinais SD da grade.
Segundo dados do Line-UP, a Oi TV opera hoje com 134 canais em HD contra apenas 13 em SD — uma proporção que seria impensável há dois anos e que coloca a operadora em linha com concorrentes como Sky e Claro TV+ em termos de qualidade técnica.
Por Que Isso Importa
A migração para HD de canais abertos pode parecer menor se comparada a grandes lançamentos de conteúdo, mas tem impacto direto na experiência do assinante. Canais como TV Brasil, Sesc TV e Arte 1 oferecem programação de nicho que atende públicos fiéis — documentários, produções independentes, jornalismo público. Entregar esse conteúdo em SD, numa era em que até o sinal digital terrestre já opera em alta definição, era um anacronismo que afastava espectadores.
Para a Oi TV, a mensagem estratégica também é clara: a nova gestão quer sinalizar que a operadora não está em modo de sobrevivência, mas em fase de investimento incremental. Num mercado de TV paga que perde assinantes ano a ano para o streaming, cuidar da qualidade técnica básica é o mínimo — mas é um mínimo que muitas operadoras negligenciaram por tempo demais.
A Oi TV está fazendo o dever de casa na gestão Mileto — ou apenas o básico que já deveria ter feito anos atrás?
