Televisa e Azteca ao vivo no susto: como cada uma reagiu ao terremoto

Sismo de 5.6 com epicentro em Oaxaca pegou os dois principais matinais da TV aberta mexicana no ar e expôs reações distintas.

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Um tremor de magnitude 5.6 transformou a manhã desta segunda-feira (4) na Cidade do México em um teste real de protocolo televisivo — e ao vivo, em duas emissoras concorrentes ao mesmo tempo. O abalo, com epicentro a 14 quilômetros a noroeste de Pinotepa Nacional, no estado de Oaxaca, foi sentido às 9h19 (horário local) e pegou no ar os dois principais matinais da TV aberta do país: Hoy, da Televisa, e Venga la Alegría, do Azteca Uno.

A coincidência transformou a manhã em uma comparação inevitável entre as duas casas. Cada uma reagiu de um jeito — e o que ficou registrado virou tanto matéria jornalística quanto material de conversa nas redes.

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Hoy: a evacuação foi ao ar

Na Televisa, as câmeras seguiram ligadas durante a saída do estúdio. “Isso não é um simulado, foi mesmo o alerta sísmico“, avisou um dos integrantes, enquanto o time se organizava rumo aos pontos de encontro dentro do complexo de San Ángel.

No elenco do programa estavam Galilea Montijo, Tania Rincón, Andrea Legarreta, Raúl Araiza, Arath de la Torre e Paul Stanley. O grupo manteve a transmissão informativa mesmo durante a evacuação, narrando o que via e seguindo orientações em tempo real. Em vídeos posteriores divulgados pelo próprio programa, parte da equipe aparece nos pontos de reunião ainda segurando microfones e cabos — detalhe que revela a velocidade da saída.

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Venga la Alegría: o tremor pegou no comercial

Já no Azteca Uno, a sorte de roteiro foi outra. Venga la Alegría estava no ar, mas o alerta soou exatamente durante um intervalo comercial, o que impediu que a reação imediata dos apresentadores fosse capturada pelas câmeras.

A produção comunicou o ocorrido pelas redes sociais do programa, informando que toda a equipe se deslocou aos pontos de reunião designados após a ativação do alerta no Vale do México. Quando a transmissão foi retomada, Sergio Sepúlveda assumiu a função de detalhar o sismo e seu epicentro em Oaxaca, em tom mais editorial do que improvisado.

No vídeo abaixo é possível acompanhar como estavam as principais emissoras mexicanas durante o alerta:

 

O que diferenciou as duas reações

A comparação entre as duas casas ajuda a entender como o acaso da grade pode mudar completamente o registro audiovisual de uma emergência:

  • Hoy estava ao vivo e transformou a evacuação em conteúdo em tempo real.
  • Venga la Alegría estava em corte comercial e só voltou ao ar com o sismo já contextualizado.
  • Ambas seguiram protocolos de segurança e retomaram a transmissão sem incidentes.

A percepção do tremor variou pela cidade, e os dois programas transformaram isso em conteúdo: ao sul da capital, praticamente não se sentiu nada; no bairro Roma, houve percepção leve; em prédios mais altos, a oscilação foi mais nítida.

O alerta que não chegou no celular

Um detalhe técnico chamou tanta atenção quanto o tremor em si. Milhares de moradores ouviram o alerta pelos alto-falantes do sistema C5 e em emissoras de rádio e TV, mas o aviso não chegou aos celulares — ausência que rapidamente virou assunto nas redes.

A Agência de Transformação Digital (ATDT) explicou o motivo: o sistema de difusão por celdas estava em manutenção, justamente para os ajustes finais do Primeiro Simulado Nacional 2026, marcado para quarta-feira (6) às 11h. O ensaio promete enviar a notificação para mais de 105 milhões de dispositivos no país, com a etiqueta “Simulacro” para evitar pânico.

Saldo até o momento

A presidente Claudia Sheinbaum informou que não há registro de danos materiais nem vítimas, tanto na capital quanto nas regiões próximas ao epicentro. O Metrô da Cidade do México suspendeu temporariamente a operação para revisões de segurança, e hospitais e edifícios altos ativaram seus protocolos sem maiores incidentes.

A magnitude inicial foi revisada de 6.0 para 5.6 pelo Servicio Sismológico Nacional, com profundidade de 10 quilômetros. Para a TV mexicana, fica o registro: em um país de placas tectônicas ativas, o estúdio também é um ponto de evacuação — e o intervalo comercial, às vezes, é o melhor amigo do apresentador.

E você, acha que emissoras brasileiras estariam preparadas para conduzir uma transmissão ao vivo no meio de uma emergência como essa?

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