Virada histórica: YouTube supera a TV nos EUA, revela estudo

Relatório global de 2026 aponta que criadores de conteúdo já atraem mais audiência que a TV aberta e os streamings pagos somados, inclusive na tela grande da sala

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A televisão tradicional perdeu de vez o monopólio da atenção diária dos espectadores. Um novo relatório global sobre a “economia da atenção” publicado pela plataforma de dados Attest revela uma virada histórica nos hábitos de consumo: o YouTube ultrapassou a TV ao vivo nos Estados Unidos e está a um passo de alcançar o mesmo feito no Reino Unido.

O estudo, baseado em dados acompanhados ao longo de cinco anos e entrevistas com milhares de adultos em ambos os países, mostra que o consumo de mídia atingiu números recordes. Os americanos passam, em média, 11 horas e 47 minutos por dia consumindo conteúdos em diferentes formatos (muitas vezes sobrepostos, como mexer no celular enquanto a TV está ligada).

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A virada em números

Nos Estados Unidos, o consumo diário do YouTube atingiu 1 hora e 46 minutos, superando com folga a TV ao vivo (1 hora e 31 minutos). No mercado britânico, a diferença caiu para apenas dois minutos (1h16m do YouTube contra 1h18m da TV ao vivo), indicando uma transição iminente.

Quando o relatório soma o YouTube a outras redes de vídeo (como TikTok e redes sociais), as plataformas de criadores já superam a TV ao vivo e os serviços de streaming por assinatura somados:

WhatsApp
Formato de Mídia Tempo Diário (EUA) Tempo Diário (Reino Unido)
Criadores (YouTube, TikTok, etc.) 3h 54m 3h 08m
TV ao Vivo + Streaming Pago 3h 20m 2h 56m
Apenas YouTube 1h 46m 1h 16m
Apenas TV ao Vivo 1h 31m 1h 18m

O YouTube não é mais “vídeo de celular”

Outro dado que desmistifica a ideia de que o YouTube é uma rede restrita aos smartphones é o aparelho utilizado para o consumo. Exatamente 23% dos entrevistados nos dois países afirmam que assistem ao YouTube prioritariamente no aparelho de televisão da sala ou do quarto.

Ou seja: a plataforma não apenas disputa o tempo do leitor, como passou a ser consumida exatamente no mesmo formato da televisão tradicional.

Mitos sobre distração e a rejeição à publicidade

O relatório da Attest traz conclusões surpreendentes sobre a atenção do público e o comportamento do leitor moderno:

  • O fim da “atenção exclusiva”: Apenas 1 em cada 8 adultos assiste à TV sem fazer outra coisa ao mesmo tempo. A grande maioria consome conteúdo navegando no celular, fazendo compras online ou trocando mensagens.

  • Millennials são os mais distraídos: O mito de que a Geração Z é a única a não prestar atenção na TV caiu. Nos EUA, a geração Millennial é a menos atenta (apenas 7% prestam atenção total na TV, contra 14% da Gen Z e 16% da Gen X).

  • Fator Vício: Perguntados sobre qual plataforma sentem mais falta, o YouTube ficou em 1º lugar (49% nos EUA e 39% no Reino Unido dizem ter algum nível de “vício”), superando o Facebook e o TikTok.

  • Rejeição à Inteligência Artificial: Curiosamente, a Geração Z — a mais adaptada ao uso de ferramentas de IA no dia a dia — é a que mais rejeita comerciais feitos por Inteligência Artificial. Cerca de 35% dos jovens citam anúncios gerados por IA como motivo para ignorar a marca, o dobro da média das gerações anteriores.

A pesquisa acende um sinal amarelo para emissoras de TV e marcas ao redor do mundo, consolidando o YouTube não mais como um “aplicativo de vídeos”, mas como o verdadeiro “canal” da televisão.

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