TV Globo acerta e erra na cobertura do Carnaval 2024

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Fabio Maksymczukhttp://www.fabiotv.com.br/
Jornalista, membro do júri de TV na APCA, editor do portal FABIOTV, blogueiro e colunista do Além da Tela, com passagem pelo Portal Imprensa (2009/15) e UOL TV Blogs

Após o desastre do ano passado com Aline Midlej e Rodrigo Bocardi no comando dos desfiles das escolas de samba no carnaval de São Paulo, a TV Globo resolveu reformular a cobertura da festividade no Anhembi.

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Desta vez, a equipe responsável pela transmissão do carnaval do Rio de Janeiro desembarcou em terras paulistanas. Alex Escobar ganhou a companhia de Karine Alves na apresentação do evento. Milton Cunha continuou à frente dos comentários “bafônicos”. Esse foi o maior acerto da emissora platinada. O carnavalesco fortaleceu a cobertura da emissora no carnaval paulistano. Trouxe uma visão mais consistente sobre o enredo das agremiações e o show visual.

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Milton formou uma boa dupla com Ailton Graça que, neste ano, não foi verborrágico. O ator respeitou o espaço de Milton. Por outro lado, Alemão do Cavaco sobrou na transmissão. Já no Rio de Janeiro, Leonardo Bruno, apesar de seus comentários pertinentes, também sobrou no quinteto. Ele divide a mesma “raia” de Cunha. Pretinho da Serrinha fez comentários pontuais que não atrapalharam a cobertura. A equipe com cinco pessoas no estúdio é um exagero.

A novata Karine acertou ao adotar um tom mais discreto na apresentação ao lado de Escobar. A escola de samba é quem deve brilhar na cobertura com os comentários de Milton Cunha. Durante a transmissão, deveriam ter ocorrido mais “respiros” para que o telespectador ouvisse apenas o samba-enredo sem o falatório do quinteto.

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Mesmo com o acerto no rumo, especialmente em São Paulo, a TV Globo errou ao extinguir os jornalistas que ficavam na entrada e dispersão das escolas. A emissora não apresentou as dificuldades encontradas pela Porto da Pedra, por exemplo, com o carro emperrado na Sapucaí e o acidente que deixou duas pessoas feridas no último carro da Mangueira. Já em São Paulo, a transmissão minimizou o problema enfrentado pelo abre-alas do Camisa Verde e Branco.

O próprio Milton Cunha deveria apontar os pontos frágeis das escolas, já que é uma competição. O público mais interessado em tais informações busca em outras plataformas, como o excelente canal Rádio Arquibancada.

Neste ano, a TV Globo apostou no influenciador digital Vitor diCastro como “repórter” nas arquibancadas. Foi deselegante com os estrangeiros que, segundo ele, não sabiam sambar. Comentários desnecessários tanto no Anhembi quanto na Sapucaí. Com a preocupação da representatividade, a emissora escalou Kenya Sade e Dandara Mariana.

Além disso, a cobertura não conseguiu capturar a presença de diversas personalidades que prestigiaram as agremiações nos carros alegóricos. Paulo Vieira, por exemplo, passou despercebido na Império de Casa Verde que homenageou Fafá de Belém. Também é necessário salientar os equívocos que apareceram na tela com a troca de nomes. Confundiram Salete Campari com Silvetty Montilla.

A cobertura da TV Globo no carnaval é nevrálgica há décadas. O velho mantra “Volta, Manchete” sempre reaparece. A emissora da família Bloch faz enorme falta.

Fabio Maksymczuk

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Após o desastre do ano passado com Aline Midlej e Rodrigo Bocardi no comando dos desfiles das escolas de samba no carnaval de São Paulo, a TV Globo resolveu reformular a cobertura da festividade no Anhembi.

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Desta vez, a equipe responsável pela transmissão do carnaval do Rio de Janeiro desembarcou em terras paulistanas. Alex Escobar ganhou a companhia de Karine Alves na apresentação do evento. Milton Cunha continuou à frente dos comentários “bafônicos”. Esse foi o maior acerto da emissora platinada. O carnavalesco fortaleceu a cobertura da emissora no carnaval paulistano. Trouxe uma visão mais consistente sobre o enredo das agremiações e o show visual.

Milton formou uma boa dupla com Ailton Graça que, neste ano, não foi verborrágico. O ator respeitou o espaço de Milton. Por outro lado, Alemão do Cavaco sobrou na transmissão. Já no Rio de Janeiro, Leonardo Bruno, apesar de seus comentários pertinentes, também sobrou no quinteto. Ele divide a mesma “raia” de Cunha. Pretinho da Serrinha fez comentários pontuais que não atrapalharam a cobertura. A equipe com cinco pessoas no estúdio é um exagero.

A novata Karine acertou ao adotar um tom mais discreto na apresentação ao lado de Escobar. A escola de samba é quem deve brilhar na cobertura com os comentários de Milton Cunha. Durante a transmissão, deveriam ter ocorrido mais “respiros” para que o telespectador ouvisse apenas o samba-enredo sem o falatório do quinteto.

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Mesmo com o acerto no rumo, especialmente em São Paulo, a TV Globo errou ao extinguir os jornalistas que ficavam na entrada e dispersão das escolas. A emissora não apresentou as dificuldades encontradas pela Porto da Pedra, por exemplo, com o carro emperrado na Sapucaí e o acidente que deixou duas pessoas feridas no último carro da Mangueira. Já em São Paulo, a transmissão minimizou o problema enfrentado pelo abre-alas do Camisa Verde e Branco.

O próprio Milton Cunha deveria apontar os pontos frágeis das escolas, já que é uma competição. O público mais interessado em tais informações busca em outras plataformas, como o excelente canal Rádio Arquibancada.

Neste ano, a TV Globo apostou no influenciador digital Vitor diCastro como “repórter” nas arquibancadas. Foi deselegante com os estrangeiros que, segundo ele, não sabiam sambar. Comentários desnecessários tanto no Anhembi quanto na Sapucaí. Com a preocupação da representatividade, a emissora escalou Kenya Sade e Dandara Mariana.

Além disso, a cobertura não conseguiu capturar a presença de diversas personalidades que prestigiaram as agremiações nos carros alegóricos. Paulo Vieira, por exemplo, passou despercebido na Império de Casa Verde que homenageou Fafá de Belém. Também é necessário salientar os equívocos que apareceram na tela com a troca de nomes. Confundiram Salete Campari com Silvetty Montilla.

A cobertura da TV Globo no carnaval é nevrálgica há décadas. O velho mantra “Volta, Manchete” sempre reaparece. A emissora da família Bloch faz enorme falta.

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