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    Morre o ator Tarcísio Meira, aos 85 anos, em decorrência da COVID-19

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    Ricardo Marques
    Entusiasta sobre TV por assinatura e recepção via satélite. Publica sobre o mercado brasileiro, destaques da HBO e Telecine. Doutor em Estudos Literários.

    Faleceu nesta quinta-feira, dia 12 de agosto, o ator Tarcísio Meira, vítima das complicações da COVID-19. Ele nunca teve dúvidas de que foi “o cara que mais decorou palavras no mundo”. Mesmo que a marca não apareça no Livro dos Recordes, o fato é que só na televisão foram mais de 60 trabalhos – mais de 50 na TV Globo –, entre novelas, seriados e minisséries, teleteatros e telefilmes, numa carreira que começou em 1961, na extinta TV Tupi, e foi se consolidando ao longo dos anos. Um vida que se mistura à história das telenovelas no nosso país.

    Nascido no dia 5 de outubro de 1935, em São Paulo, batizado Tarcísio Magalhães Sobrinho, o ator tomou emprestado da mãe o sobrenome Meira, que, além de ser mais sonoro, somava 13 letras com o primeiro nome – uma superstição da época. Quando jovem, queria ser Diplomata. Para sorte do público, porém, desistiu da ideia ao ser reprovado na primeira prova que fez para o Instituto Rio Branco, em 1957. No mesmo ano, estreou no teatro com a peça ‘A Hora Marcada’. Em 1959, fez seu primeiro espetáculo profissional, ‘O Soldado Tanaka’, convidado por Sérgio Cardoso.

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    Tarcísio estreou na TV no mítico ‘Grande Teatro Tupi’, um programa de teleteatro, onde contracenou pela primeira vez com Glória Menezes em ‘Uma Pires Camargo’, em 1961, de Geraldo Vietri. Os dois se casaram no ano seguinte. “Conheci Glória quando estava ensaiando uma peça dirigida por Antunes Filho. Eu a vi passar no palco e falei: ‘Que mulheraço! Que mulher bonita’”, contou em entrevista ao Memória Globo. Da união, nasceu, em 1964, Tarcísio Filho.

    Em 1963, o casal trocou a Tupi pela Excelsior, onde participou da primeira novela diária da televisão brasileira, ‘25499 Ocupado’, de Dulce Santucci. No mesmo ano, fez o seu primeiro filme: ‘Casinha Pequenina’, com Mazzaropi.

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    Na TV Globo, Tarcísio estreou em 1968, com a novela ‘Sangue e Areia’, de Janete Clair. A adaptação do romance do espanhol Blasco Ibañez escrita por Janete fez com que Tarcísio e Glória se tornassem um dos pares românticos favoritos do público. Também marcou o início de uma parceria duradoura: ele protagonizou mais seis novelas da autora. Outra parceria bem-sucedida de Tarcísio foi com Lauro César Muniz. A história do país serviu de cenário para ‘Escalada’ (1975). Nela, o ator viveu Antônio Dias, personagem que interpretou da juventude aos 70 anos, tendo testemunhado a construção de Brasília.

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    Faleceu nesta quinta-feira, dia 12 de agosto, o ator Tarcísio Meira, vítima das complicações da COVID-19. Ele nunca teve dúvidas de que foi “o cara que mais decorou palavras no mundo”. Mesmo que a marca não apareça no Livro dos Recordes, o fato é que só na televisão foram mais de 60 trabalhos – mais de 50 na TV Globo –, entre novelas, seriados e minisséries, teleteatros e telefilmes, numa carreira que começou em 1961, na extinta TV Tupi, e foi se consolidando ao longo dos anos. Um vida que se mistura à história das telenovelas no nosso país.

    Nascido no dia 5 de outubro de 1935, em São Paulo, batizado Tarcísio Magalhães Sobrinho, o ator tomou emprestado da mãe o sobrenome Meira, que, além de ser mais sonoro, somava 13 letras com o primeiro nome – uma superstição da época. Quando jovem, queria ser Diplomata. Para sorte do público, porém, desistiu da ideia ao ser reprovado na primeira prova que fez para o Instituto Rio Branco, em 1957. No mesmo ano, estreou no teatro com a peça ‘A Hora Marcada’. Em 1959, fez seu primeiro espetáculo profissional, ‘O Soldado Tanaka’, convidado por Sérgio Cardoso.

    Tarcísio estreou na TV no mítico ‘Grande Teatro Tupi’, um programa de teleteatro, onde contracenou pela primeira vez com Glória Menezes em ‘Uma Pires Camargo’, em 1961, de Geraldo Vietri. Os dois se casaram no ano seguinte. “Conheci Glória quando estava ensaiando uma peça dirigida por Antunes Filho. Eu a vi passar no palco e falei: ‘Que mulheraço! Que mulher bonita’”, contou em entrevista ao Memória Globo. Da união, nasceu, em 1964, Tarcísio Filho.

    Em 1963, o casal trocou a Tupi pela Excelsior, onde participou da primeira novela diária da televisão brasileira, ‘25499 Ocupado’, de Dulce Santucci. No mesmo ano, fez o seu primeiro filme: ‘Casinha Pequenina’, com Mazzaropi.

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    Na TV Globo, Tarcísio estreou em 1968, com a novela ‘Sangue e Areia’, de Janete Clair. A adaptação do romance do espanhol Blasco Ibañez escrita por Janete fez com que Tarcísio e Glória se tornassem um dos pares românticos favoritos do público. Também marcou o início de uma parceria duradoura: ele protagonizou mais seis novelas da autora. Outra parceria bem-sucedida de Tarcísio foi com Lauro César Muniz. A história do país serviu de cenário para ‘Escalada’ (1975). Nela, o ator viveu Antônio Dias, personagem que interpretou da juventude aos 70 anos, tendo testemunhado a construção de Brasília.

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