Os serviços de streaming da LaLiga e da Movistar Plus+ (Grupo Telefonica, dona da Vivo no Brasil) acabam de vencer uma ação conjunta, que permitirá bloquear o acesso semanal a domínios que facilitam a pirataria de conteúdo da LaLiga. A ordem judicial vale para a Espanha, e poderá se expandir para todos os territórios onde há direitos esportivos envolvidos.

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De acordo com a decisão judicial, a medida protetiva é necessária tendo em vista que “foram detectados inúmeros casos de pirataria digital que afetam flagrantemente a exploração de seus direitos”, através do uso de “diferentes modelos de pirataria de conteúdo audiovisual no Internet (especialmente conteúdo esportivo).”

A medida judicialmente autorizada é chamada de “bloqueio dinâmico”, pois não será aplicada de forma pontual, mas semanalmente com a nova identificação de URLs, domínios e endereços IP, sem necessidade de notificação prévia ao tribunal. A decisão vigorará até a temporada 2024/2025 e entrou em vigor na semana de 8 de agosto, antes do início da temporada da LaLiga.

Já o serviço Movistar Plus+, da Telefonica, ganhou outra decisão semelhante garantindo que as operadoras de telecomunicações de acesso à Internet na Espanha devem bloquear o acesso semanal a domínios que facilitem a pirataria de conteúdo audiovisual na plataforma Movistar Plus+.

De acordo com os dados recolhidos pelo Observatório de pirataria e hábitos de consumo de conteúdos digitais 2020, elaborado pela consultora independente GfK, em 2020 registaram-se 5.239 bilhões de acessos ilegais a conteúdos no valor de 30.892 bilhões de euros, com um prejuízo para o setor de 2.416 bilhões de euros. Oito em cada 10 consumidores acreditam que a medida mais eficaz contra a pirataria é bloquear o acesso a sites com conteúdo ilegal. A eliminação da pirataria geraria 130.318 empregos diretos e indiretos.

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