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    Equívocos comprometem cobertura da GloboNews nas eleições (por Fabio Maksymczuk)

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    Fabio Maksymczukhttp://www.fabiotv.com.br/
    Jornalista, membro do júri de TV na APCA, editor do portal FABIOTV, blogueiro e colunista do Além da Tela, com passagem pelo Portal Imprensa (2009/15) e UOL TV Blogs

    As eleições movimentam a programação da TV brasileira. No último domingo (02/10), o primeiro turno chegou ao fim com a passagem de Lula e Bolsonaro para o grande duelo presidencial no segundo turno.

    No decorrer da cobertura do pleito, a GloboNews apostou nas famigeradas pesquisas eleitorais, especialmente no “Central das Eleições” comandado por Natuza Nery. Nilson Klava aprofundava as análises dos números em um telão. Os jornalistas analisavam como se fossem números reais. Ledo engano. Focavam nas classes sociais que aderem ao lulismo. Até dois salários mínimos com a justificativa de integrarem o maior percentual dos brasileiros. Números favoráveis a Bolsonaro ficavam em segundo plano.

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    Na apuração, vislumbraram, mais uma vez, as falhas graves dos institutos, especialmente IPEC e Datafolha. Pesquisas são apenas especulações sobre a realidade. Não deveriam ganhar amplo espaço nos noticiários. Desta vez, as pesquisas ficaram com a verve de “Fake News” diante de erros grosseiros.

    Para quem conhece o perfil de votação do interior paulista, por exemplo, já sabia que o presidente Bolsonaro ganharia com ampla votação. IPEC e Datafolha não diagnosticaram tal elemento básico. Os jornalistas da GloboNews não questionaram, em nenhum momento, o quadro apresentado.

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    Alguns comentaristas demonstram parcialidade em suas observações sobre o cenário político. A postura nítida contra o candidato do PL é perceptível. Nas redes sociais, tal impressão fica ainda mais reforçada. Não há um equilíbrio nas análises.

    Estupefatos com a eleição do astronauta Marcos Pontes como novo senador de São Paulo, a apresentadora Júlia Duailibi insistia em falar que Márcio França, seu concorrente pelo PSB, foi “governador de São Paulo”. Liderou o Estado, na realidade, por apenas nove meses. Não apresenta musculatura política alguma no interior.

    Além disso, durante a notícia sobre ACM Neto, que se autodeclarou pardo na disputa pelo governo da Bahia, Duailibi começou a dar risada. Postura que fere o princípio da imparcialidade.

    Com a notória onda bolsonarista que invadiu o Congresso Nacional, o comentarista Octavio Guedes defendeu que o PT precisa atualizar os conceitos sobre a política na atual composição da sociedade brasileira. Os jornalistas da Globo, GloboNews e Grupo Globo também precisam atualizar a cobertura nestas Eleições 2022.

    Algo precisa ser feito com a divulgação das pesquisas eleitoral durante o período eleitoral. Isso não é cerceamento de informação. Os institutos precisam ser responsabilizados. O jornalismo profissional perde credibilidade. Isso é péssimo.

    Fabio Maksymczuk

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    As eleições movimentam a programação da TV brasileira. No último domingo (02/10), o primeiro turno chegou ao fim com a passagem de Lula e Bolsonaro para o grande duelo presidencial no segundo turno.

    No decorrer da cobertura do pleito, a GloboNews apostou nas famigeradas pesquisas eleitorais, especialmente no “Central das Eleições” comandado por Natuza Nery. Nilson Klava aprofundava as análises dos números em um telão. Os jornalistas analisavam como se fossem números reais. Ledo engano. Focavam nas classes sociais que aderem ao lulismo. Até dois salários mínimos com a justificativa de integrarem o maior percentual dos brasileiros. Números favoráveis a Bolsonaro ficavam em segundo plano.

    Na apuração, vislumbraram, mais uma vez, as falhas graves dos institutos, especialmente IPEC e Datafolha. Pesquisas são apenas especulações sobre a realidade. Não deveriam ganhar amplo espaço nos noticiários. Desta vez, as pesquisas ficaram com a verve de “Fake News” diante de erros grosseiros.

    Para quem conhece o perfil de votação do interior paulista, por exemplo, já sabia que o presidente Bolsonaro ganharia com ampla votação. IPEC e Datafolha não diagnosticaram tal elemento básico. Os jornalistas da GloboNews não questionaram, em nenhum momento, o quadro apresentado.

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    Estupefatos com a eleição do astronauta Marcos Pontes como novo senador de São Paulo, a apresentadora Júlia Duailibi insistia em falar que Márcio França, seu concorrente pelo PSB, foi “governador de São Paulo”. Liderou o Estado, na realidade, por apenas nove meses. Não apresenta musculatura política alguma no interior.

    Além disso, durante a notícia sobre ACM Neto, que se autodeclarou pardo na disputa pelo governo da Bahia, Duailibi começou a dar risada. Postura que fere o princípio da imparcialidade.

    Com a notória onda bolsonarista que invadiu o Congresso Nacional, o comentarista Octavio Guedes defendeu que o PT precisa atualizar os conceitos sobre a política na atual composição da sociedade brasileira. Os jornalistas da Globo, GloboNews e Grupo Globo também precisam atualizar a cobertura nestas Eleições 2022.

    Algo precisa ser feito com a divulgação das pesquisas eleitoral durante o período eleitoral. Isso não é cerceamento de informação. Os institutos precisam ser responsabilizados. O jornalismo profissional perde credibilidade. Isso é péssimo.

    Fabio Maksymczuk

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