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Nesta semana, a TV Globo estreou a vigésima terceira edição do “Big Brother Brasil”. Há mais de 20 anos no ar, o reality ganhou fôlego, desde o “BBB18”. A atração soube reinventar-se, principalmente com a entrada de pautas sociais, como machismo, feminismo, homofobia e racismo. Transformou-se em um microcosmo da sociedade brasileira.

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O “BBB23” continua a contemplar a diversidade de “personagens“ que marca essa fase. Apesar disso, nestes primeiros “capítulos”, a falta de carisma dos confinados e uma engrenagem forçada logo no início do jogo chamaram a atenção.

MC Guimê lidera esse movimento ao já entrar com a ideia de um jogo racional. Articular seu próprio grupo. Criar um alvo específico. Extremamente prematuro. As relações precisam ser criadas naturalmente. Por identificação.

Além disso, a repetição de perfis pode passar uma sensação de déjà-vu. Os atuais “brothers e sisters” provocam comparações a outros ex-participantes. Gabriel Tavares deseja ser um novo “Prior”. Bruno Gaga é comparado a Gil do Vigor. Isso traz desgaste na percepção do telespectador.

Fred Nicacio já conquistou antipatia de parte considerável do público ao proferir discursos egocêntricos. Lamenta por ter “apenas” 300 mil seguidores sendo que “ele está mudando a história do Brasil”. O gaúcho Cristian é outro forte favorito a ser o primeiro eliminado, diante de sua postura “heterotop” que não coaduna com a atual fase do reality da TV Globo.

Nestes primeiros dias, Tadeu Schmidt apareceu frio na condução do “BBB23”. Não transmitiu ânimo e empolgação na estreia. Tal comportamento pode ser justificado por estar fora do ar desde abril. Saiu da rotina televisiva. Precisará recuperar o ritmo que marcou a apresentação do “BBB22”.

Até aqui, o elenco não despertou grande interesse. É apenas uma impressão inicial que poderá mudar no decorrer dos três meses. Os índices de audiência já estão abaixo da expectativa.

Fabio Maksymczuk

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