O primeiro sábado de setembro abre o mês com duas apostas de ação que não poderiam ser mais diferentes em escala emocional. A partir das 22h do dia 5, Telecine Premium e HBO entregam um horror australiano que surpreendeu a crítica e uma sequência de franquia que já tem fãs cativos de três décadas. Os dois já estão disponíveis no streaming.
Telecine Premium: Enterrando os Mortos
Escrito e dirigido pelo australiano Zak Hilditch, Enterrando os Mortos (We Bury the Dead, 2024) parte de uma premissa que o diferencia da maioria do subgênero: os mortos que voltam à vida já foram pessoas reais — mãe, marido, filho de alguém. E o filme não esquece isso em nenhum momento.
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A trama começa com a detonação acidental de uma arma de destruição em massa americana na costa da Tasmânia, que dizima praticamente toda a população da ilha. Ava (Daisy Ridley), uma fisioterapeuta cujo marido estava na ilha durante o desastre, se voluntaria para integrar uma unidade militar de resgate de corpos — com uma agenda pessoal: encontrá-lo. O que não estava previsto era que parte dos mortos estava começando a voltar.
O diferencial não é o susto, mas a tristeza. Ao contrário da massa amorfa e genérica do gênero, Enterrando os Mortos usa os zumbis como metáfora do luto — e Ridley carrega essa leitura com precisão. O consenso do Rotten Tomatoes resume: “Ancorado pela performance magnética de Daisy Ridley e uma premissa sombriamente inventiva, o filme usa os tropos conhecidos do zumbi como estrutura para uma meditação emocionalmente ressonante sobre perda e luto.” Com 88% de aprovação da crítica em 115 avaliações, é uma das surpresas mais bem-recebidas do horror de 2026. No IMDb, a nota é 5,6 — reflexo de um público mais dividido, especialmente por quem esperava mais ação e menos sentimento.
Vale o alerta de conteúdo: o filme é classificado R, com violência gráfica intensa.
HBO: O Atirador: Sem Nação
Para quem prefere a ação direta, a HBO estreia o capítulo mais recente da franquia Sniper, que existe desde o clássico de 1993 com Tom Berenger. O Atirador: Sem Nação (Sniper: No Nation, 2026), dirigido por Trevor Calverley, retoma a dupla de gerações da série: Chad Michael Collins como o atirador de elite Brandon Beckett e Berenger de volta como Thomas Beckett, o pai lendário.
A trama posiciona Brandon como um fugitivo: após uma operação encoberta em Costa Verde explodir numa crise internacional, o governo americano desautoriza toda a equipe e os marca como terroristas. Caçado pelo próprio país, sem aliados e com companheiros de farda presos à espera de execução pública, Brandon só tem uma saída — se reunir ao pai para uma missão de resgate praticamente impossível.
Lançado direct-to-video em abril de 2026, o filme não tem Tomatômetro consolidado no Rotten Tomatoes até o momento desta publicação. Dentro da franquia, é o tipo de produto que entrega exatamente o que promete para quem já acompanha a saga: tática militar, tensão de campo, Tom Berenger de rifle na mão e Chad Michael Collins no centro das operações. Não é cinema de festival — é entretenimento de sábado à noite para quem gosta do subgênero.
Horror emocional no Telecine ou ação militar direta na HBO? Setembro abre com duas apostas claras para públicos igualmente definidos.
E você, começa o mês com Daisy Ridley na Tasmânia ou com os Beckett pai e filho em missão impossível?
